
Se você nunca experimentou pipoca doce por não gostar daquela cor de anilina e o cheiro forte artificial que exala dos carrinhos dos pipoqueiros na praça, chegou a hora de acabar com esse preconceito e preparar esta receita que, além de ficar muito crocante, pode ser preparada na véspera, guardada em saco bem fechado, pois não fica borrachuda e, se mentida fechada nessa embalagem, dura alguns dias (se sobrar, é claro) parecendo que acabamos de estourar.
Quando minhas crianças eram pequenas eu preparava e, ainda quente, retirava as pipocas da panela, colocando numa forma de buraco central untada com um pouquinho de óleo e, depois de esfriar, desenformava e fazia um “bolo” de pipoca doce que eles adoravam. Fazia para mandar na escola e as crianças comiam com os coleguinhas. Até hoje, a professora de primeira série da minha filha se lembra da vez que eu mandei e não sobrou para ela experimentar (estou em falta com a professora Bete Comune).
No domingo, preparei, a pedido do meu genro Felipe, dois pacotes de milho de pipoca, repetindo esta receita abaixo, que renderam bastante (não pode aumentar a quantia que indico, senão não estouram todos os grãos ou acaba queimando).
As pipocas foram servidas numa atividade que ele organizou com a equipe de trabalho, uma sessão de cinema em que, segundo me contou depois, a pipoca doce acabou rapidinho, fazendo sucesso entre os presentes.
Atenção: use a medida indicada, respeite o tamanho da xícara para evitar erros.
Numa panela grande o suficiente, coloque:
1 xícara (café) de milho de pipoca
1 xícara (café) de açúcar
1 xícara (café) de água
1 xícara (café) mal cheia de óleo
1 colher (sopa) de vinagre (para não açucarar)
Misture tudo com colher para dissolver o açúcar, coloque no fogo e deixe a panela destampada, fervendo até secar a água.
Quando a pipoca começar a estourar, tampe a panela e vá chacoalhando a panela para que a pipoca caramele por igual.
Espere parar os estouros e despeje num recipiente ou, se preferir, em forma de bolo, numa forma de furo central untada com um pouco de óleo. Desenforme depois de fria.
Se despejar num recipiente ou bandeja, deixe esfriar para a pipoca ficar soltinha e crocante.
Depois de fria, coloque em saco e feche, caso não vá saborear na hora.
Maria Inês de Oliveira Chiarion Zecchini é professora de Educação Infantil nesta cidade e autora do livro “Redescobrindo – receitas da cozinha bragantina”. Faz parte da Associação dos Escritores de Bragança Paulista (Ases), foi membro fundadora da Academia Bragantina de Letras (ABL) de 2005 a 2008, e colunista do jornal Cidade de Bragança de 2005 até 2011.
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