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Redescobrindo

Molho de pimenta

Um alimento que sabemos ser bom para a saúde é a pimenta.

Aqui em casa, se consome pimenta em curtida (em geral, as dedo de moça ou outros tipos misturados) com cebolas, alhos e especiarias; no óleo, que certamente fica mais forte, e em molhos. Meu filho Rafael prepara a pimenta jalapeño vermelha, chamada chipotle (aquela do molho Tabasco). Faz na churrasqueira, defumando lentamente. Fica um molho bonito de se ver, suculento, mas nunca provei – essa nem qualquer outra; acredito que meu organismo tem certa dificuldade de trabalhar com alimentos ardidos e ácidos.

Como convivi desde o tempo de namoro na casa de meus sogros, onde em toda refeição a pimenta sempre foi presença constante, observei minha saudosa sogra Elisa preparar o tradicional molhinho de pimenta. Usado para acompanhar salgados em especial, me admirava desde então com a quantidade de consumo do molho que colocavam em cada bocado da comida.

E nesta semana, minha amiga irmã Zizina Basile pediu a receita do molho de pimenta que minha filha vendia na Frutifique-se, na embalagem vinha o nome “molho da vó Elisa”. Aí veio a inspiração para a receita de hoje (pois não é fácil vir na cabeça receitas variadas cada semana para a coluna). 

Aproveitei e passei para ela, que prontamente preparou, e agora passo para vocês. Este molho de pimenta se faz com a pimenta dedo de moça, também chamada de espora de galo que, em geral, se encontra facilmente nos mercados o ano todo.
Façam e depois me contem. Aliás, o retorno dos leitores sobre o bolo low carb da semana passada rendeu comentários positivos que me deixaram bem feliz.

10 pimentas tipo dedo de moça
1/2 litro de vinagre branco (uso o vinagre de álcool)
1 cebola grande
4 dentes de alho
4 colheres (sopa) de óleo
1 colher (sobremesa) de sal
2 colheres (sopa) de extrato de tomate (praticamente 1 latinha pequena)
Louro e orégano a gosto
Bata tudo no liquidificador e peneire.

OBSERVAÇÃO: se quiser um molho com mais picância (mais forte e picante), coloque as pimentas com sementes. Se preferir menos picante, retire com a faca as sementes (é bom proteger a mão com luva ou um saco plástico para evitar ficar com os dedos ardendo).

Maria Inês de Oliveira Chiarion Zecchini é professora de Educação Infantil nesta cidade e autora do livro “Redescobrindo – receitas da cozinha bragantina”. Faz parte da Associação dos Escritores de Bragança Paulista (Ases), foi membro fundadora da Academia Bragantina de Letras (ABL) de 2005 a 2008, e colunista do jornal Cidade de Bragança de 2005 até 2011.

Até nosso próximo encontro

Para sugestões, críticas e temas para as 
próximas colunas, escreva para: miocz@yahoo.com.br.
 

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