Na coluna anterior, trouxe a receita e a conversa sobre as goiabas caipiras, o que rendeu muitos comentários com a troca de saudosas lembranças dos leitores da coluna.
Aproveito para agradecer o retorno que recebo semanalmente, especialmente na minha página do Facebook, pois este incentivo me motiva a continuar redescobrindo memórias e receitas que fazem o resgate de lembranças felizes de nossa vida.
E, como havia comentado, depois de usar as goiabas para fazer a fruta em calda, com as sementes, que são envolvidas de muita polpa, preparei a geleia, que pode se transformar numa goiabada de colher se acrescentarmos no creme de goiaba algumas frutas inteiras trituradas em liquidificador.
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Podemos fazer a geleia na mesma hora em que temos o doce no fogo, como foi o meu caso; ou podemos deixar as sementes cozidas num recipiente tampado na geladeira e terminar o preparo no dia seguinte.
Esta geleia é para aproveitar a fruta por inteiro, sem desperdício. Nada impede de usar as frutas inteiras por meio do mesmo modo de preparo.
Não há uma medida específica, faça com o que tiver disponível. Pode-se conservar em potinhos (daqueles do tipo de requeijão), no freezer, e ter geleia até depois da temporada da fruta.
- Polpa com as sementes das goiabas vermelhas
- Água suficiente para cobrir as sementes e cozinhá-las
- Açúcar refinado
Coloque as sementes da goiaba numa panela. Cubra-as com água suficiente para que não ressequem ou grudem e leve para cozinhar.
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Ferva por 5 minutos, desligue e deixe esfriar.
Coloque no copo do liquidificador e use o pulsar para separar as sementes.
Passe na peneira. Meça a quantia de líquido.
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Para cada xícara (chá) de líquido de goiaba peneirado, adicione 1 colher (sopa) de açúcar.
Misture bem, leve ao fogo e, quando começar a ferver, prove para ver se falta açúcar. Se necessário, acrescente.

Deixe ferver, mexendo de vez em quando.
Para saber o ponto: quando começar a perceber que está aparecendo o fundo da panela, pingue um pouco da geleia num pires com água. Se o doce não esparramar e você conseguir juntar com os dedos essa massinha, a geleia está no ponto.
Desligue e depois de frio coloque em vidros ou potes fechados.
Maria Inês de Oliveira Chiarion Zecchini é professora de Educação Infantil nesta cidade e autora do livro “Redescobrindo – receitas da cozinha bragantina”. Faz parte da Associação dos Escritores de Bragança Paulista (Ases), foi membro fundadora da Academia Bragantina de Letras (ABL) de 2005 a 2008, e colunista do jornal Cidade de Bragança de 2005 até 2011.
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