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Redescobrindo

Redescobrindo: esfirra com massa de iogurte

Esta receita de esfirra é mais prática que as de antigamente, visto que temos a facilidade de separar pequenas porções da massa que vão crescendo e, ao terminar, vamos abrindo uma a uma na palma da mão ou na superfície de um pires, para facilitar o preparo.


     Foto: arquivo Maria Inês

E aqui vai um alerta importante, que muitas vezes não nos damos conta: a maioria das cozinheiras atuais é da geração em que as embalagens dos produtos são latas, potes, caixas, copo (como é o caso do iogurte natural); cuide colocar nas medidas, para as futuras gerações, a quantidade em gramas ou mililitros a que se refere a embalagem. Destaco isso, pois, quando fiz a pesquisa das receitas para meu livro de culinária (“Redescobrindo – Receitas da cozinha bragantina”), as medidas eram definidas por uma concha, um pires de café; e as mais modernas, em que já havia por exemplo leite em pó e café solúvel, só mencionava a lata sem definir quantos gramas, pois na época em que se registrou a receita era a única opção existente, o que não ocorre atualmente.


     Foto: arquivo Maria Inês

E mesmo sabendo de tudo isso, caí no erro da quantidade do ingrediente por desatenção. Não comprometeu totalmente o resultado, mas, para quem, como meu marido, acostumado a saborear a esfirra com a mesma receita de sempre, percebeu na primeira mordida a diferença. Explico: a receita pede 1 copo de iogurte natural de 170 ml; tive o cuidado de anotar no livro para evitar problema, visto que há a possibilidade de usarmos o iogurte ou coalhada feita em casa. Mas, desta vez, comprei o iogurte no mercado, não olhei no pote a quantidade e aí, como toda medida é a partir da medida do copo de iogurte, a massa ficou mais seca pois o que comprei (e só percebi depois do alerta do marido) era 20 ml a menos do que a receita indicava. Assim, atentem sempre aos detalhes e nunca deixem anotadas suas receitas só como lata ou caixa, coloquem sempre a quantidade para, com o passar dos anos, poderem repetir sua receita sem surpresas desagradáveis.
 

Massa:

100 gramas de fermento Fleischmann (ou 2 pacotes de 10 gramas cada, do desidratado)

2 colheres (sopa) bem cheias de açúcar

1 colher (sopa) rasa de sal

1 copo (com 170 ml) de iogurte natural sem açúcar

1 copo (mesma medida) de leite morno

1 copo (mesma medida) de óleo

1 ovo inteiro

Farinha de trigo para amassar (menos de um quilo)

Prepare a massa e sove até que fique lisa; cubra com um pano e deixe dobrar de volume.

Prepare o recheio, que será usado cru.


Recheio:

600 gramas de carne moída crua

4 cebolas médias picadinhas

Caldo de 3 limões

6 tomates picadinhos

100 gramas de margarina


     Foto: arquivo Maria Inês

Misture muito bem, usando as mãos, todos os ingredientes. Passe para o escorredor de macarrão para que escorra todo líquido da carne, deixando até o momento de usar.

Depois da massa crescida, pegue pequenas porções da mesma do tamanho de bolas de ping pong e vá colocando uma a uma sobre o granito da pia ou na mesa. Chegando na última porção, volte à primeira que já cresceu um pouco novamente e abra a primeira bolinha sobre um pires ou na própria palma da mão, coloque um pouco do recheio e feche as pontas de modo triangular, tradicional da esfirra.


     Foto: arquivo Maria Inês

Vá colocando em assadeira untada e enfarinhada, passe gema por cima e leve ao forno pré-aquecido para assar até dourar.

Rende cerca de 50 esfirras.
 

Até nosso próximo encontro!

Para sugestões, críticas e temas para as próximas colunas,escreva para: miocz@yahoo.com.br.
 

Maria Inês de Oliveira Chiarion Zecchini é professora de Educação Infantil nesta cidade e autora do livro “Redescobrindo – receitas da cozinha bragantina”. Faz parte da Associação dos Escritores de Bragança Paulista (Ases), foi membro fundadora da Academia Bragantina de Letras (ABL) de 2005 a 2008, e colunista do jornal Cidade de Bragança de 2005 até 2011.

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