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Redescobrindo

Redescobrindo: Doce de abóbora de colher

Continuando com o uso da abóbora que, já deu para perceber, é uma queridinha desta que lhes escreve, trago hoje o “pulo do gato” para preparar o doce de abóbora de colher, feito rapidamente (gasta bem menos gás) e sem aquela sujeira no fogão.


     Foto: arquivo pessoal Maria Inês

A dificuldade desses doces antigos é que, até apurar, ou seja, chegar no ponto certo de cozimento, tem de secar a água da abóbora e, até lá, fica pulando para fora da panela a água melada, sujando fogão, chão e parede.

Com esta técnica, o cozimento da abóbora é feito na panela de pressão, depois a escorremos no escorredor de macarrão (tive o cuidado de medir a quantidade de água que dois quilos de abóbora resultaram: foi 350 ml) e, depois de bem seca e já desmanchando, é que finalizamos o processo.

Agora não tem desculpa para não experimentar fazer estes doces antigos que não encontramos mais quem os faça e, se achamos, o preço do quilo é altíssimo. Numa rotisserie conhecida, o quilo deste tipo de doce de colher estava sendo vendido a cem reais!  Dá até para pensar em fazer para vender e ganhar um dinheiro extra além de, quem sabe, descobrir um novo dom culinário. Tente, o quilo da abóbora nos supermercados está na faixa de 7 reais. Depois de descascada e cozida, seu peso diminui uns 40%, mas, mesmo assim, vale muito a pena.

“O segredo dos doces antigos é não se ter pressa para preparar”

Este doce você fará em duas etapas, isto é, em dois dias ou dois momentos.

Ingredientes

2 quilos de abóbora para doce descascada e cortada em cubos (prefira o pedaço do pescoço, sem as sementes)

Meio copo de água

7 cravos da índia (não use muito mais que isso para que não roube o sabor do doce)

Meio quilo de açúcar refinado ou cristal (se necessário, acrescente mais, depende da abóbora)


     Foto: arquivo pessoal Maria Inês

Modo de fazer

Retire a casca da abóbora e corte em pedaços pequenos. Coloque na panela de pressão e junte a água somente para que a abóbora não grude no fundo da panela. Tampe a panela e leve ao fogo esperando que abra a pressão. Quando ocorrer, baixe o fogo e deixe na pressão por cerca de cinco minutos, desligue deixando a panela esfriar naturalmente.Abra a panela e coloque a abóbora cozida no escorredor de macarrão para que saia toda a água, apertando delicadamente com uma colher.


     Foto: arquivo pessoal Maria Inês

Passe a massa de abóbora para uma panela, junte o açúcar e os cravos da índia, só os cabinhos (tenha o cuidado de retirar a bolinha, que é o botão do cravo, para não esfarelar no doce), mexa bem e de vez em quando, até que o doce comece a encorpar, a soltar do fundo da panela e formar bolhas ao passar a colher de pau.


     Foto: arquivo pessoal Maria Inês

O doce deve ficar no fogo cerca de 30 minutos e ser desligado, mantido na própria panela, tampado e fora da geladeira.

No dia seguinte, o doce pode ter formado uma calda. Dê uma mexida com a colher de pau, ligue o fogo, volte a ferver mexendo de vez em quando até formar as bolhas e soltar o fundo da panela, deixando mais uns dez minutos neste ponto. Desligue e deixe esfriar na panela para depois passar para a tigela.

Sirva puro ou com uma fatia de queijo branco.

Se a quantidade for grande, mantenha em geladeira.

Até nosso próximo encontro
Para sugestões, críticas e temas para as próximas colunas, escreva para: miocz@yahoo.com.br.

Maria Inês de Oliveira Chiarion Zecchini é professora de Educação Infantil nesta cidade e autora do livro “Redescobrindo – receitas da cozinha bragantina”. Faz parte da Associação dos Escritores de Bragança Paulista (Ases), foi membro fundadora da Academia Bragantina de Letras (ABL) de 2005 a 2008, e colunista do jornal Cidade de Bragança de 2005 até 2011.

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