Com a receita de hoje, me veio à mente o tempo em que, junto da preparação do enxoval, toda moça também começava a fazer o seu livro de receitas.
Em geral, se dividia o caderno brochura de capa dura, em duas partes, para separar receitas doces das salgadas e, com o maior capricho e a caligrafia impecável, a gente começava a copiar as receitas que a mãe, a avó, a tia, as vizinhas faziam e eram especiais, para termos tudo anotadinho no nosso guia culinário.
E a receita de hoje foi uma das primeiras que coloquei no meu livro, o primeiro. Hoje, tenho dois, o que comecei antes de casar, do jeitinho que acabei de descrever, com a caligrafia de antes da faculdade (acreditem, as aulas nesta fase são um vilão para os melhores calígrafos) e outro, já antigo também, mas com a capa de pano, feita pela minha caçula, Amanda, na aula de Artes na escola, que me presenteou num Dia das Mães. Neste, estão as receitas registradas com a letra das crianças, à medida que foram aparecendo – doces ou salgadas – além de ter também, as colagens dos papéis que as amigas me passaram.
E ainda tem o meu livro de receitas impresso, o Redescobrindo: Receitas da cozinha bragantina. Na verdade, este é de um grande público que colaborou para que ele fosse publicado – assunto para outra coluna.
- 500 gramas de carne moída (pode ser acém)
- 2 colheres (sopa) de óleo
- 1 cebola pequena picadinha
-1 dente de alho amassado (ou mais, se gostar)
- 4 tomates grandes sem pele, sem sementes picadinhos (pode ser 1 lata de tomates picados)
- Sal, orégano e pimenta a gosto
- Meio maço de salsinha picada
- 1 xícara (chá) de farinha de milho
Numa panela, coloque o óleo e, depois de quente, ponha a carne moída sem nenhum tempero e frite até que fique cozida por igual, sem chegar a fritar.
Quando ainda estiver com seu líquido, junte a cebola picada, misture bem, depois o alho, e frite, deixando, agora, a carne secar.
Neste momento, junte os tomates picados, misture bem, coloque orégano e pimenta a gosto, salgue e mexa até incorporar os sabores. Depois de alguns minutos, prove o sal e temperos, junte a salsinha e misture novamente.
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Para ficar uma massa mais compacta mas ainda cremosa, vá misturando a farinha de milho, desligue a chama do fogão. Se necessário, coloque mais ou menos farinha do que indicado (depende da suculência da carne, dos tomates...). A carne não deve ficar dura, senão, quando esfria, não conseguirá enrolar os bolinhos. Deixe esfriar para enrolar.
Pegue punhados de massa e enrole nas mãos umedecidas com água deixando num formato alongado. Depois, passará cada croquete na farinha de trigo. Logo depois, banhe cada croquete no ovo misturado com a água (para diluir mais) e empane na farinha de rosca, apertando com as mãos. Leve fritar no óleo quente.

Para empanar:
- Farinha de trigo o suficiente num prato fundo. Passe os croquetes primeiro no trigo.
- 1 ovo inteiro batido
- 3 colheres (sopa) de água
- Farinha de rosca o suficiente num prato fundo
- Óleo para fritar por imersão ou, se preferir, poderá assar (eu particularmente não aprecio muito).
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Até nosso próximo encontro!
Para sugestões, críticas e temas para as próximas colunas, escreva para: miocz@yahoo.com.br.
Maria Inês de Oliveira Chiarion Zecchini é professora de Educação Infantil nesta cidade e autora do livro “Redescobrindo – receitas da cozinha bragantina”. Faz parte da Associação dos Escritores de Bragança Paulista (Ases), foi membro fundadora da Academia Bragantina de Letras (ABL) de 2005 a 2008, e colunista do jornal Cidade de Bragança de 2005 até 2011.
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