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Redescobrindo

Redescobrindo: arroz da vó Elisa

Continuando com as receitas de memória afetiva da minha família, hoje é a vez de um arroz feito pela minha sogra, que meus filhos saboreavam no sítio, nas férias. É de uma época em que, diariamente, Dona Elisa ia com meu sogro Malachias de manhã, para o sítio, preparava o almoço para ele e para o meu marido, aproveitava o tempo e deixava pronto, às vezes, pudim de leite condensado, noutras, geleia de mocotó nos copos pedrabela ou bolo de fubá. E nas férias, meus filhos aproveitavam tudo isso e um pouco mais.

Há uns tempos, os meninos se lembraram desse arroz, um refogado com linguiça calabresa, repolho fatiado fininho e tomates picadinhos; e eu resolvi me arriscar a fazer. Foram algumas tentativas, visto que não encontrei a receita registrada em nenhum lugar; é uma daquelas que se prepara de intuição, com o carinho e o coração. 

E de pronto avisei que, mesmo seguindo o passo a passo que me indicaram, pois eu mesma nunca havia experimentado – tinha, da minha infância, um receio do arroz “vermelho” que minha avó paterna fazia e eu nunca comi (ela colocava massa de tomate, não sei por que...) –, nada se igualaria ao sabor daquele arroz que tinha com ele as memórias dos momentos da infância alegre junto dos avós. Mas ao final, deu certo e eu até venci meu preconceito infantil.

E assim é com todas as receitas. Elas carregam consigo não só a mistura dos ingredientes; levam o segredo maior que é o sentimento, positivo ou negativo, do momento que a gente degusta.

- 1 gomo grande de linguiça calabresa defumada picada em pedaços

- 1 repolho pequeno fatiado finamente

- 2 tomates sem pele picadinhos (pode usar 1 lata de tomates picados)

- Cebola e alho triturados a gosto

- Sal (o necessário)

- 3 colheres (sopa) de óleo

- 2 xícaras (chá) de arroz

- 5 xícaras (chá) de água ou um pouco mais (depende do tamanho da linguiça e do repolho) para cobrir bem toda mistura.

Você usará somente uma panela!

Primeiramente, fatie o repolho bem fininho e reserve.

Retire a pele da linguiça, corte no sentido do comprimento e, depois, em rodelinhas finas e reserve.


Retire a pele dos tomates e pique-os em cubinhos (se gostar de um arroz mais rosado, pode colocar mais tomates).

Numa panela grande o suficiente, coloque o óleo e a linguiça picada e frite até dourar. Em seguida, junte o alho e a cebola e deixe murchar. Logo depois, vá misturando aos poucos o repolho picado para ir murchando e intercale com os tomates.

Depois de tudo misturado, coloque o arroz e dê uma boa mexida. Coloque a água até cobrir toda a mistura. Mexa bem, prove e acerte o sal.

Tampe a panela, mantenha na chama baixa do fogão e deixe cozinhar.

Desligue e espera alguns minutos para servir.



Até nosso próximo encontro!
Para sugestões, críticas e temas para as próximas colunas, escreva para: miocz@yahoo.com.br.

Maria Inês de Oliveira Chiarion Zecchini é professora de Educação Infantil nesta cidade e autora do livro “Redescobrindo – receitas da cozinha bragantina”. Faz parte da Associação dos Escritores de Bragança Paulista (Ases), foi membro fundadora da Academia Bragantina de Letras (ABL) de 2005 a 2008, e colunista do jornal Cidade de Bragança de 2005 até 2011.

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