Prisão de policiais militares: “investigações continuam”, afirma delegado

Conforme publicado em primeira mão pelo Jornal Em Dia, na última edição, dois policiais militares do 34° Batalhão da Polícia Militar do Interior, de Bragança Paulista, foram presos em uma ação da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), que investigava um crime de roubo.

Na manhã de ontem, 21, a reportagem conversou com o delegado adjunto da DIG, Sandro Montanari Vasconcellos, que afirmou que "as investigações continuam e o caso não está encerrado". Entretanto, maiores informações ainda não puderam ser passadas, justamente para não atrapalhar essas novas investigações realizadas pela Polícia Civil.

Também nessa quarta-feira, o subcomandante do 34° Batalhão da Polícia Militar do Interior, major Marcelo Filogônio, voltou a conversar com a reportagem do Jornal Em Dia e disse que os policiais soldados PM Cirino e PM Bonfim, presos na última segunda-feira, continuam detidos no Presídio Militar Romão Gomes, na capital. Conforme já havia adiantado, assim que o inquérito da Polícia Civil ser concluído, será estudado pelo comando do 34° BPMI para, dessa forma, definirem-se as providências que serão tomadas, dentro do procedimento administrativo da Polícia Militar.

Se os policiais forem julgados inocentes, eles voltarão ao trabalho normalmente, mas caso o envolvimento deles configure transgressão disciplinar, serão punidos e, se essa transgressão for desonrosa, poderão ser expulsos da Polícia Militar. Além dessa punição militar, se for comprovada a participação deles no assalto, eles sofrerão, ainda, as punições criminais.

Conforme a reportagem da última edição, os militares foram presos por volta das 7h da manhã, quando iriam trabalhar em suas funções rotineiras.

Um rapaz, identificado como Adriano Aparecido Barreto, foi preso em Pedra Bela e sua comparsa, identi-ficada como Lílian Lopes de Souza, que residia em Itatiba, não foi localizada naquela cidade.

Na ocasião, os delegados João Batista Frattini e Sandro Montanari Vasconcellos explicaram que a investigação do caso ocorreu durante sete meses. O crime inicial foi o roubo de um malote de dinheiro de um escritório de contabilidade, localizado no Centro, ocorrido em julho de 2011.

Inicialmente, um policial, que se colocava na condição de vítima do crime, sofrendo um suposto sequestro relâmpago, na verdade, era um dos supostos envolvidos. De acordo com os delegados, com a investigação, ficou concluído quem seriam os executores do assalto e os dois policiais militares teriam participação e seriam os mandantes.

Conforme o 34° BPMI, os militares soldado PM Cirino e soldado PM Bonfim trabalhavam em viaturas de rádio-patrulha, no policiamento ostensivo de Bragança Paulista e Pinhalzinho. Eles estão detidos devido a uma prisão temporária de cinco dias, prorrogáveis por mais cinco, que foram expedidas pela Vara Criminal local. Depois, poderá ser solicitada à Justiça a prisão preventiva dos suspeitos.

NOTA EMITIDA PELO 34° BPMI

Com referência à prisão temporária de dois policiais militares que cumprem sua missão no 34º Batalhão de Polícia Militar do Interior, é importante salientar que os fatos em que supostamente estão envolvidos ainda estão em fase de investigação, até por isso, a prisão temporária foi determinada pelo Poder Judiciário.

Como resultado da investigação, podemos ter desde a inocência dos policiais militares; chegando a uma punição administrativa que, entre outras, pode chegar a ser a expulsão das fileiras da Corporação; ou até mesmo a punição prevista no Código Penal para a conduta por eles perpetrada.

Em qualquer das hipóteses, é importante deixar bem claro que a Polícia Militar do Estado de São Paulo não pactua com condutas erradas praticadas por seus integrantes e qualquer que seja a solução atingida pelas investigações serão adotadas providências adequadas.

Luís Alberto Syma

Comandante do 34º BPM/I

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