Repercutiu negativamente, durante a última semana, a declaração do prefeito João Afonso Sólis (Jango) a respeito do fato de não ter seguido a carreira advocatícia.
Em seu discurso no dia 23 de março, quando Bragança Paulista foi contemplada com a inauguração da 4ª Vara Cível da comarca, Jango declarou, diante de uma plateia de advogados, promotores e juízes, entre outras autoridades, que era bacharel em Direito, mas que não exercia a profissão, pois não sabia mentir.
A declaração gerou debates nas redes sociais e revolta da classe dos advogados.
No dia 29, quinta-feira, a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Bragança Paulista publicou, em seu site, uma nota de repúdio sobre o caso.
Já nessa sexta-feira, 30, o Jornal Em Dia conversou por telefone com a presidente da 16ª Subseção da OAB de Bragança Paulista, Eloísa Zago, que afirmou acreditar que o discurso do prefeito não foi intencional.
Eloísa declarou que o prefeito não mediu as palavras e acabou adjetivando todos os profissionais da área advocatícia como mentirosos. “Foi uma ofensa a toda a classe”, disse, reafirmando que não acredita que as palavras de Jango tiveram a intenção de ofender.
Mesmo assim, a presidente da OAB de Bragança contou que a declaração causou mal-estar e revolta em seus colegas, os quais agora cobram providências.
De acordo com Eloísa Zago, o prefeito violou o direito dos advogados e providências estão sendo tomadas com base no Regimento Interno da OAB do estado de São Paulo.
A OAB bragantina espera, por exemplo, a retratação pública do prefeito Jango com a mesma publicidade da declaração ofensiva. “A repercussão foi muito grande. Não quero polemizar ainda mais, mas aguardo a retratação do prefeito”, declarou a presidente Eloísa Zago à reportagem.
Confira a nota de repúdio da OAB no site http://www.oabbraganca.com.br/.
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