O dia 24 de julho marcou o Dia da Sobrecarga da Terra, data simbólica em que a humanidade atinge o esgotamento dos recursos naturais que o planeta é capaz de regenerar em um ano. Trata-se de um alerta crítico sobre os impactos do atual modelo de exploração ambiental, que coloca em risco o equilíbrio ecológico e a qualidade de vida das gerações presentes e futuras.
Nesse contexto alarmante, tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei 2.159/2021 — apelidado por ativistas de “PL da Devastação”. A proposta pretende flexibilizar o licenciamento ambiental no país, facilitando empreendimentos que podem comprometer de forma irreversível biomas, rios e florestas. Para especialistas e movimentos socioambientais, o texto representa um grave retrocesso e ameaça os direitos dos povos originários, comunidades tradicionais e da população em geral.
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Em resposta, uma grande mobilização nacional está sendo organizada para o próximo sábado, 2 de agosto, com atos previstos em diversas cidades brasileiras. Em Bragança Paulista, as ações acontecerão no Lago dos Padres e no Lago do Taboão, ambas promovidas pelo Coletivo Socioambiental Bragança Mais.
No Lago do Taboão, das 8h às 10h, haverá uma intervenção para diálogos e coleta de assinaturas com o objetivo de pressionar o presidente Lula a vetar integralmente o PL 2.159/2021. O grito das ruas será um só: “Veta tudo, Lula!”
A outra mobilização, que acontecerá no Lago dos Padres, das 10h às 12h, contará com ações práticas, como a limpeza de placas informativas e o recolhimento de resíduos do entorno, atividades de observação da fauna e flora local, e um lanche colaborativo entre os participantes. A ideia é também valorizar a beleza natural do território, da biodiversidade, e fortalecer o senso de pertencimento da população à paisagem bragantina.
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Cartazes de denúncia contra o projeto de lei serão confeccionados no local, e todo o registro das atividades será documentado em fotos para divulgação na imprensa e nas redes sociais.
“Bragança não pode se calar diante de um tema tão urgente. A crise ecológica já é realidade, e precisamos agir com responsabilidade e união. Esta é uma luta pela vida em todas as suas formas”, afirmam os organizadores.
A convocação está feita. A mobilização é coletiva. A sobrevivência do planeta depende da capacidade de reação de todos.
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