Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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Polícia

PF cumpre mandado de prisão em Bragança Paulista, contra hackers suspeitos de atacar STF

De acordo com a Agência Brasil, a Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça, 8, a Operação Leet, em que cumpre mandados de prisão contra suspeitos de conduzir ataques cibernéticos contra os sistemas do Supremo Tribunal Federal (STF).

Ao todo, são cumpridos seis mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária em cinco cidades de três estados, entre elas, Bragança Paulista. As outras cidades são Itumbiara (GO), Belém do São Francisco (PE), Jaboatão dos Guararapes (PE) e Olinda (PE).

ACESSOS FORA DO PADRÃO

No dia 3 de maio, técnicos do Supremo identificaram atividades suspeitas no portal do tribunal e derrubaram os sistemas da Corte, incluindo o site oficial, que ficou diversos dias fora do ar. Com isso, uma série de serviços, incluindo o acompanhamento de andamentos processuais, ficaram inacessíveis, o que levou a uma suspensão de prazos processuais por 48 horas.

À época, o STF divulgou nota afirmando ter identificado “acessos fora do padrão” a seus sistemas, mas não confirmou tratar-se de um ataque. Uma investigação sigilosa foi então conduzida pela Polícia Federal, que agora divulgou, em nota, ter identificado a prática de crimes cibernéticos.

“No curso do inquérito policial foram identificados os endereços de onde partiram os ataques, bem como as pessoas que, de forma sistemática e organizada, praticaram os crimes ora apurados”, diz o texto divulgado da PF. 

O órgão acrescentou que, com as provas eventualmente colhidas nesta terça-feira, 8, “busca-se identificar demais partícipes e circunstâncias dos atos criminosos”.

Os envolvidos podem vir a responder por crime de invasão de dispositivo informático, previsto no Artigo 154-A do Código Penal, cuja pena vai de um a quatro anos de reclusão, além de multa.

O termo Leet, que dá nome à operação, se refere a uma forma de comunicação pela internet que utiliza símbolos para substituir letras e que, com o uso, tornou-se uma espécie de dialeto online. 

Esse tipo de linguagem costuma ser utilizada por diferentes grupos, incluindo hackers. Uma das teorias é de que essa linguagem tenha surgido para driblar filtros de texto em fóruns online.

Com informações da Agência Brasil.

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