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Evento

Parceria entre alunos da rede pública e escritores profissionais resulta em livro sobre os patrimônios de Bragança Paulista

Nesta quarta-feira, 21, acontece o lançamento do livro "Bragança Paulista - A cidade da gente", que aborda os patrimônios da cidade. A obra conta com a participação de alunos das escolas municipais em parceria com os escritores José Santos, Paulo Netho e Selma Maria, que realizaram pesquisas e visitas aos patrimônios juntamente com personalidades que visitaram as escolas.

O livro aborda temas como a Linguiça Bragantina, Igreja São Francisco de Assis, Festas do divino, Estádio Nabi Abi Chedid e a Serrinha. O projeto é viabilizado pela Lei de Incentivo à Cultura, por meio do Ministério da Cultura, e conta com o patrocínio da TE Connectivity, além da parceria da Secretaria Municipal de Educação de Bragança.

A coleção "A cidade da gente", que já possui livros publicados sobre 27 cidades de norte a sul do país, propõe uma parceria entre escritores e ilustradores profissionais com professores e alunos das escolas públicas para contar as histórias dos patrimônios materiais, imateriais e ambientais de cada cidade abordada. O projeto foi vencedor do prêmio Retratos da Leitura 2019, promovido pelo Instituto Pró-Livro para reconhecer ações destacadas de incentivo à leitura em todo o país.

O lançamento do livro será realizado amanhã, no Auditório da Secretaria Municipal de Educação (SME), localizada na Rua Benedito Basaglia, s/n, no Jd. Santa Rita de Cássia.

SOBRE O PROJETO

Idealizado pela Editora Olhares, o projeto A cidade da gente teve início em 2015. Balsas (MA), Campo Verde (MT), Não-Me-Toque (RS), Cruzeiro do Sul (AC), Paracatu, Araxá, Conceição do Mato Dentro, Congonhas, Sabará, Nova Lima, Santa Bárbara, Cordisburgo (MG), São José dos Campos, Taubaté, Pindamonhangaba, Suzano, Mogi das Cruzes, Tapiraí, Juquiá, Miracatu, Parque Vila Maria, Barueri, Bragança Paulista (SP), Pinheiral (RJ), Crixás (GO) e Campo Largo (PR) já tiveram livros da coleção publicados.

O PROCESSO DE TRABALHO COM AS ESCOLAS É UM DOS VALORES DA COLEÇÃO

Cada livro da coleção conta a história de um município brasileiro a partir de seus patrimônios e o roteiro de temas locais surge a partir da interação com gestores da educação e professores das redes municipais de ensino. Cada tema se torna o projeto de uma turma e os alunos são incentivados a investigar e dissertar sobre eles, tornando-se guias literários dos escritores na cidade. Assim, eles se tornam protagonistas de suas próprias histórias quando o livro toma forma.

Ao narrar as histórias dos patrimônios locais com o ponto de vista das crianças, os livros da coleção têm como objetivo apoiar a perpetuação e a disseminação da história das cidades abordadas, valorizando lugares e atividades importantes da memória coletiva da cidade, além de ampliar as noções das crianças sobre sua identidade e sobre o pertencimento à cidade e à região onde vivem. O projeto é também um importante apoio ao aprendizado, trazendo uma oportunidade de que ele aconteça a partir de temas locais e de interesse próximo para as crianças, como preconiza a Base Nacional Comum Curricular, do Ministério da Educação.

“O projeto investe em uma via de mão dupla, com a pesquisa, a leitura e a escrita ajudando as crianças a valorizarem seus locais de origem e, ao mesmo tempo, aproveitando esse vínculo geográfico para estimular o aprendizado”, considera o escritor José Santos.

OS LIVROS DA COLEÇÃO SE TORNAM REFERÊNCIAS LOCAIS

Produzidos geralmente em pequenos e médios municípios, tendem a se tornar importantes referências de conhecimento para as cidades participantes, com linguagem acessível mesmo para quem não tem o hábito de leitura e com a vantagem de trazer o ponto de vista das crianças locais.

Para garantir que o livro se perpetue nas escolas da rede pública de cada cidade, são distribuídos gratuitamente entre elas 2.600 exemplares de sua tiragem e oferecida uma formação de professores para reunir ideias de uso em diferentes disciplinas, estimulando o uso pelas turmas ano a ano, em temas diversos, por muitas gerações.

SOBRE A EDITORA OLHARES

Em um catálogo heterogêneo, os títulos da Olhares têm em comum a proposta de estruturar o conteúdo junto com os autores, o pensamento editorial e de design entrelaçados, a articulação entre textos e imagens para a construção de uma narrativa comum. Trata de temas da cultura brasileira, em especial nos campos da arte, da história, da fotografia, da arquitetura e do design. Além de títulos relevantes nesses segmentos, a editora conquistou prêmios como o Jabuti, o Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira e o Retratos da Leitura.

SOBRE OS AUTORES

José Santos:

José Santos é mineiro de Santana do Deserto. Vencedor do Prêmio Jabuti de livro infantil em 2016, tem 27 livros para crianças e jovens publicados, atingindo uma tiragem de 350 mil exemplares. Já teve quatro de seus títulos selecionados para o catálogo da Bologna Children’s Books Fair. E cinco de seus livros foram escolhidos pelo Ministério da Educação para fazer parte do PNBE – Programa Nacional Biblioteca na Escola. Seus projetos foram feitos em parceria com importantes ilustradores como Alcy, Laurabeatriz, Girotto, Guazzelli, Jô Oliveira, Maurício de Sousa e Eliardo França.

Paulo Netho

Poeta e declamador, Paulo estudou Letras, escreveu em jornal e teve programa de rádio. Se apresenta constantemente em escolas, teatros, bibliotecas, empresas, eventos e até na rua. Publicou diversos livros de poemas, contos, trava-línguas e parlendas para crianças de todas as idades.

Selma Maria

Formada em Artes Plásticas pela FAAP, a paulistana Selma Maria Kuasne cedo se envolveu com o universo da arte-educação. Além de atuar como professora de artes em várias instituições culturais, Selma dedica-se a pesquisar a Cultura da Infância, abordando as formas de brincar das crianças que vivem distantes de centros urbanos. Essa pesquisa a levou a viajar pelo interior do Brasil, especialmente à região onde Guimarães Rosa cresceu, em busca das raízes da infância do escritor. Lá realizou oficinas com apoio das prefeituras de Morro da Garça, Cordisburgo e Três Marias para crianças de diversas idades. O resultado desse trabalho gerou a exposição "Meninos quietos - um olhar sobre os brinquedos do sertão", visitada por 50 mil pessoas durante dois meses do ano de 2006, no Sesc-Pinheiros, em São Paulo.

 

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