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Palavras de Amor e Vida

PALAVRAS DE AMOR E VIDA NO EVANGELHO DOMINICAL

Evangelho de São João, 12, 20-33

5º Domingo da Quaresma - Ano B - Naquele tempo, Jesus respondeu a seus discípulos: “Chegou a hora em que o Filho do homem será glorificado. Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua apenas um grão de trigo; mas, se morre, então produz muito fruto. Quem se apega à sua vida, perdê-la-á; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna. Se alguém me quer servir, siga-me, e onde eu estou, estará também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará. Agora, sinto-me angustiado. E que direi? ‘Pai, livra-me desta hora’? Mas foi precisamente para esta hora que eu vim. Pai, glorifica o teu nome!” Então, veio uma voz do céu: “Eu o glorifiquei e o glorificarei de novo!” A multidão que ali estava e ouviu, dizia que tinha sido um trovão. Outros afirmavam: “Foi um anjo que falou com ele”. Jesus respondeu e disse: “Essa voz que ouvistes não foi por causa de mim, mas por causa de vós. É agora o julgamento deste mundo. Agora o chefe deste mundo será expulso, e eu, quando for elevado da terra, atrairei todos a mim”. Jesus falava assim para indicar de que morte iria morrer. - Palavra da salvação.

“Chegou a hora em que o Filho do homem será glorificado”. “É chegada a ‘hora’ de Jesus anunciada no capítulo 2, versículo 4. O Evangelho de João, desde o início, aponta para o momento culminante da ‘hora’, isto é, a glorificação de Jesus e do Pai ao mesmo tempo. A glória é a manifestação do amor fiel de Deus, concretizado em Jesus que entrega sua vida. Jesus é a teofania (revelação) de Deus, o templo de Deus que reúne todos para a comunhão e a vida” (Pe. J. Bortolini, in Roteiros Homiléticos).

“Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua apenas um grão de trigo; mas, se morre, então produz muito fruto”. Jesus se compara ao grão de trigo. Este grão precisa desaparecer para ressurgir como planta, lançando suas raízes para então produzir muitos frutos. A morte de Jesus proporciona o envio do Espírito Santo que gerará a Igreja e esta produzirá muitos frutos. Ela, pelo exemplo de Cristo e impulsionada pelo Espírito, propagará a fé cristã por todo o mundo e para todos os povos. A morte de Jesus gera a vida da Igreja. Como o pecado de Adão e Eva foi grande, tornou-se necessário também um grande sacrifício para o reparar. Jesus veio ao mundo como cordeiro da reparação do pecado da humanidade.

“Quem se apega à sua vida, perdê-la-á; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna”. Apegar-se à sua vida significa estar comprometido apenas com a consideração humana; desejar ser estimado em virtude de alguma qualidade pessoal; colocar-se em destaque na sociedade para ter poder de decisão; ser importante diante das pessoas. Estes perderão sua vida na eternidade. Por outro lado, quem vive e pratica a Palavra de Deus não tem medo de perder a própria vida, isto é, não tem medo de perder os amigos e a consideração humana deste mundo por causa dessa Palavra. Trabalhar na Igreja a serviço do Senhor não é perder tempo, como muitos dizem, mas preparar-se para a vida eterna. A estes o Senhor dará a recompensa no último dia ou no tempo fixado (Eclo 51, 30).

“Se alguém me quer servir, siga-me, e onde eu estou, estará também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará”. Este é o convite de Jesus. Servir a ele significa pôr-se a serviço do Evangelho e segui-lo significa enfrentar as dificuldades do trabalho pastoral. Como não foi fácil para Jesus, também não o será para seus seguidores. Os maus não desejam que a luz brilhe porque não lhes interessam a paz e a justiça por viverem da exploração do próximo. O trabalho é difícil, mas, ao final, virá a recompensa. Se houve sofrimento para Jesus, houve também a ressurreição. Não que um seja a causa da outra, mas porque a dedicação ao Senhor conduz à ressurreição e à vida, havendo ou não sofrimento. O trabalho pastoral na comunidade é obediência à palavra de Jesus: “Ide por todo o mundo, proclamai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16.15). A honra que o Pai prestará ao servo de Jesus é a recompensa celeste junto a Ele: “Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus” (Mt 5,12).

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Paulo Trujillo Moreno, professor, bacharel em direito, formado em Teologia para leigos e participa das Pastorais Familiar e Litúrgica.

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