Pais que ajudam a criar filhos de outros pais...

Neste 10 de agosto, Dia dos Pais, o Jornal Em Dia conta a história de dois pais, Leandro Carmignoto e Éverton Gonçalves da Silva, que apesar de não possuírem vínculo sanguíneo com Vinícius e Pâmela, fazem parte da vida deles, que são filhos das mulheres com quem se casaram.

Conheça um pouco dessas histórias de amor e doação entre pais e filhos que independe dos laços biológicos.

 

LEANDRO DESTACA CONVIVÊNCIA HARMONIOSA QUE TEM COM OS FILHOS

 

Leandro Carmignoto, 37, é pai de Vinícius, 16, Gustavo, 14, e Anna Júlia, 2.

Vinícius não é seu filho biológico, mas é filho de sua esposa, Lúcia.

Leandro contou que quando iniciou o relacionamento com Lúcia, Vinícius tinha apenas um aninho e, assim, não teve problemas de resistência por parte dele.

“Como ele ainda era bebê, não houve nenhuma rejeição ou resistência, sempre foi um relacionamento bem saudável. Eu lhe dei atenção e afeto e fui demonstrando que ele sempre poderia contar comigo”, afirmou Leandro.

Quando Vinícius tinha dois anos e meio, Lúcia engravidou e, então, veio Gustavo, o primeiro filho em comum do casal. A reportagem quis saber como foi para a família essa nova fase. “Não poderia ter sido melhor. O Vini tinha dois anos e meio. Durante a gravidez, ele deitava na barriga da minha esposa, conversava e fazia carinho. Quando o Gustavo nasceu, Vini nos ajudava a cuidar dele, era preocupado e brincava sempre com seu irmão. E com a vinda da Anna Júlia ambos ajudam a cuidar dela”, contou o entrevistado.

Sobre a convivência com o filho adotivo, Leandro disse que nunca houve problemas, mesmo com a fase da adolescência. “É uma convivência harmoniosa desde pequeno. Mesmo agora passando pela adolescência não houve qualquer desentendimento, sempre houve um respeito e uma compreensão muito grande entre nós. Ele sempre soube que pode contar comigo ou com o pai biológico dele”, disse.

Então, Leandro observou que uma das coisas que considera principais para a ótima convivência com o filho mais velho é o bom relacionamento e amizade que mantém com o pai biológico de Vinícius.

“A nossa afinidade é tanta que sou até padrinho de casamento dele e ele e sua mãe são padrinhos de batizado da minha filha mais nova, Anna Júlia. Difícil de acreditar, não é!?”, relatou.

O jornal também perguntou se para Leandro houve alguma diferença entre criar os filhos biológicos e o adotivo. Ele respondeu que não, que a mesma dedicação e carinho foram dispensados. “Filho é filho. Temos que sempre dar atenção, carinho, estar preocupado, educar, saber o que eles estão pensando, saber quais são as suas amizades, estar sempre por perto para poder ajudá-los e a entendê-los”, analisou.

Por fim, Leandro deixou sua mensagem aos pais pela passagem da data especial.

“Não poderia deixar de homenagear meu pai, José Roberto Carmignoto, e minha mãe, Helena, pela educação que sempre me deram. Graças a ele posso educar meus filhos da melhor forma. Obrigado, pai, por tudo. Agradecer também ao Vinícius, Gustavo e Anna Júlia. Obrigado por serem meus filhos. E a minha esposa, Lúcia. Amo muito vocês. Queria também dizer que se alguém tiver brigado com o pai e estiver sem se falar, peça desculpas a ele, dê-lhe um abraço. Nunca é tarde para perdoar. A recompensa maior para um pai é receber o carinho de um filho, é ter um bom relacionamento. E obrigado ao Jornal Em Dia por essa entrevista. Feliz Dia dos Pais!”.

 

“SABIA QUE ELE É MEU PAI TAMBÉM?”

 

Quando a manicure Elizângela Oliveira Pereira e o encarregado de açougue Éverton Gonçalves da Silva se conheceram, ambos já tinham filhos de outros relacionamentos. Ela é mãe de Pâmela Roberta Oliveira Franco e ele tem um filho de quatro anos. Em conversa com o Jornal Em Dia, eles contaram que foi depois de algumas semanas de namoro que resolveram dividir a mesma casa. Hoje, já estão juntos há aproximadamente três anos e meio.

Pâmela, que tem sete anos, vive na residência com o casal e convive com o padrasto mais à noite e aos fins de semana em que não visita o pai biológico. Éverton trabalha em dois empregos durante 14 horas por dia. No tempo livre, a família geralmente vai à chácara ou faz algum outro tipo de passeio.

A mãe da garota contou que ela não tem o costume de chamá-lo de pai ou tio, apenas pelo nome, Éverton. Porém, quando o filho dele vai passar um tempo com o pai, ela gruda no padrasto, quer participar das brincadeiras dos dois e até diz: “Sabia que ele é meu pai também?”.

Ao ser perguntado sobre o significado da paternidade, Éverton se emocionou. Ele relatou que não era próximo do pai quando pequeno, apenas o via aos finais de semana e que ele não participava de suas atividades como festinhas na escola, por exemplo. Quem cumpria esse papel era sua mãe: “Minha mãe foi um pai para mim”, disse.

Sobre essas festinhas escolares, ele contou um fato que aconteceu com sua enteada. Em uma festa de Dia dos Pais, o pai biológico da garota não pôde ir. Então, Éverton combinou de comparecer no lugar dele, mas no dia marcado, acabou se esquecendo do compromisso por conta de problemas no trabalho. Elizângela conseguiu falar com ele a tempo e mesmo assim, eles conseguiram chegar ao local para participar das brincadeiras promovidas durante o dia.

Éverton mencionou também outra festinha de escola, dessa vez de seu filho. Ele contou que o menino não havia encontrado nenhum de seus parentes no local e ao notar a presença do pai ficou feliz. “Ele olhou para trás e nessa hora eu chorei, porque ele ficou contente”, recordou.

Durante a conversa, Éverton também aproveitou para fazer uma reflexão sobre sua vida em família: “Às vezes eu fico pensando: dois filhos, já tenho um casal. Comprei até carro, batalhamos juntos”.

Em relação à educação das crianças, Elizângela demonstra ser um pouco mais rígida enquanto Éverton é mais flexível. Mesmo assim, ela afirmou que o marido tem toda a liberdade para chamar a atenção de sua filha: “Nunca levantei a voz porque ele chamou a atenção dela. Pai é quem cria”.

Segundo ela, seu esposo tem mais paciência em algumas situações do que ela, como no auxílio às tarefas escolares. Inclusive minutos antes da entrevista começar, ele estava ajudando Pâmela com a lição de casa.

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