Neste pedido, desejamos que a vontade de Deus seja feita já neste mundo como ela é feita no céu, onde Deus habita. Mas nos perguntamos: qual é a vontade de Deus? E quem nos responde é o apóstolo São Paulo, na primeira carta a Timóteo: “Deus quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade” (1Tm 2,3-4). E o apóstolo São Pedro complementa: “Ele (Deus) usa de paciência, porque não quer que ninguém se perca” (2Pd 3,9). O próprio Jesus ensina a seus discípulos: “Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros” (Jo 13,34; cf CIC 2822). Mas, para chegarmos a este ponto, torna-se necessário que o ser humano passe a agir com respeito pela palavra de Deus e responsabilidade perante si mesmo e perante o próximo.
A oração é o meio que nos leva a “descobrir qual é a vontade de Deus” (cf Rm 12,2) e a conseguir a “perseverança para cumprir essa vontade” (Hb 10,36). Jesus nos ensina que entramos no Reino dos Céus não por palavras, mas “praticando a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mt 7,21; cf CIC 2826).
“Se alguém faz a vontade de Deus, a este Deus escuta” (Jo 9,31). Tal é a força da oração da Igreja em nome de seu Senhor, sobretudo, na celebração da Santa Missa; é comunhão de intercessão com a Santíssima Mãe de Deus (Lc 1,38.49) e com todos os santos que foram “agradáveis” ao Senhor por terem querido fazer apenas a sua Santa Vontade (cf CIC 2827).
Para que este pedido se cumpra, é necessária a participação de todos os cristãos na oração, tanto na individual, como na comunitária durante a Santa Missa. Depende de cada um que a vontade de Deus seja feita já neste mundo para bem e felicidade de todos.
(continua)
Paulo Trujillo Moreno
Pastoral Familiar e Litúrgica da Paróquia São Benedito
Notas:
1Tm – 1ª Carta a Timóteo
2Pd – 2ª Carta de São Pedro
Jo – Evangelho de São João
Rm – Carta aos Romanos
Hb – Carta aos Hebreus
Mt – Evangelho de São Mateus
Lc – Evangelho de São Lucas
CIC – Catecismo da Igreja Católica
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