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Espaço Católico

Os Dez Mandamentos da Lei de Deus

Êxodo 20,2-17: 13 Não matarás.

Deuteronômio 5,6-21: 17 Não matarás.

         Fórmula Catequética: Não matar.           

 

5º  MANDAMENTO  DA  LEI  DE DEUS:  NÃO  MATAR

“A vida humana é sagrada porque, desde sua origem, ela encerra a ação criadora de Deus e permanece para sempre numa relação especial com o Criador, seu único fim. Só Deus é o dono da vida, do começo ao fim; ninguém, em nenhuma circunstância, pode reivindicar para si o direito de destruir diretamente um ser humano inocente ou não” (cf CIC 2258).

A Escritura, no relato do assassinato de Abel por seu irmão Caim (cf Gn 4,8-12), revela, desde o começo da história humana, a presença da cólera e da cobiça no homem, consequências do pecado original. O homem se tornou inimigo de seu semelhante. Deus expressa a atrocidade deste fratricídio: “Que fizeste? Ouço o sangue de teu irmão, do solo, clamar por mim. Agora, és maldito e expulso do solo fértil que abriu a boca para receber de tua mão o sangue de teu irmão” [(Gn 4, 10-11); (CIC 2259)].

“A ação de defender-se pode acarretar um duplo efeito: um conservar a própria vida, outro a morte do agressor... Só se quer o primeiro, o outro não” (cf Sto Tomás de Aquino, in Suma Teológica; CIC 2263). É legítimo fazer respeitar seu próprio direito à vida. Quem defende sua vida não é culpável de homicídio, ainda se for obrigado a matar (cf CIC 2264).

O quinto mandamento proscreve como gravemente pecaminoso o homicídio direto e voluntário. Não só o assassino, mas também aqueles que cooperam voluntariamente com o assassinato cometem um pecado grave. Proíbe ainda que se faça algo com a intenção de provocar indiretamente a morte de uma pessoa (cf CIC 2268/2269).

Desde o século I, a Igreja afirmou a maldade moral de todo aborto provocado. Este ensinamento não mudou (cf CIC 2271). Deus, Senhor da vida, confiou aos homens o nobre encargo de preservar a vida, protegendo-a com o máximo cuidado desde a concepção. O aborto e o infanticídio são crimes abomináveis (cf Conc. Vat. II, GS 51 § 3).

Aqueles cuja vida está diminuída ou enfraquecida necessitam de um respeito especial. As pessoas doentes ou deficientes devem ser amparadas, para poder levar uma vida tão normal quanto possível (cf CIC 2276). Sejam quais forem os motivos e os meios, a eutanásia direta consiste em pôr fim à vida de pessoas deficientes, doentes ou moribundas. Isto é moralmente inadmissível (cf. CIC 2277). 

Cada um é responsável por sua vida diante de Deus, único soberano e Senhor dela. Devemos, pois, preservá-la para honra dele e salvação de nossas almas (cf CIC 2280). O suicídio contradiz a inclinação natural do ser humano a conservar e perpetuar a própria vida. É gravemente contrário ao justo amor de si mesmo. Ofende igualmente ao amor do próximo, porque rompe injustamente os vínculos de solidariedade com a sociedade familiar, nacional e humana, às quais nos ligam muitas obrigações. O suicídio é contrário ao amor do Deus vivo (cf CIC 2281).

Não se deve desesperar da salvação das pessoas que se mataram. Deus pode, por caminhos que só Ele conhece, dar-lhes ocasião de um arrependimento salutar. A Igreja ora pelas pessoas que atentaram contra a própria vida (cf CIC 2283).

Paulo Trujillo Moreno

Pastoral Familiar e Litúrgica da Paróquia de São Benedito

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