Dia 25 de dezembro é a data comercial de maior lucratividade. Mas há base para comemorar-se o nascimento de Cristo nesta data ou, atualmente, é um feriado puramente financeiro? Pesquisando a parte histórica do Natal, encontrei uma gama de profanidade e paganismo em sua origem, algo que me preocupa, pois o presente é o reflexo do passado.
De acordo com o escritor bíblico Lucas, quando Ele (Jesus) nasceu, “... havia naquela mesma comarca pastores que estavam no campo, e guardavam, durante as vigílias da noite, o seu rebanho.” (Lucas 2:8). Isto jamais poderia ter acontecido na Judeia durante o mês de dezembro: os pastores tiravam seus rebanhos dos campos em meados (segunda quinzena) de outubro e, ainda mais à noite, os abrigavam para protegê-los do inverno que se aproximava, tempo frio e de muitas chuvas (Adam Clark Commentary, vol. 5, página 370).
A Bíblia mesmo prova em Esdras 10:9-13, que o inverno (dezembro na Judeia) era a época de chuvas, o que tornava impossível a permanência dos pastores com seus rebanhos durante as frígidas noites no campo. É também pouco provável que um recenseamento fosse convocado para a época de chuvas e frio, o que levou José e Maria a viajarem para Belém. (Lucas 2:1).
O conceito de Natal em 25 de dezembro foi introduzido no verdadeiro e puro cristianismo, em 350 d.C., pelo papa Júlio I, numa profana ideologia de unir a festa pagã do nascimento do sol invicto (deus romano), com o nascimento de Jesus, aquele que trouxe luz (verdades) ao mundo. A miscigenação dessas festividades foi uma desesperada atitude de unir crenças, alegando que paganismo e cristianismo são irmãos.
Então, se Jesus não nasceu em dezembro, por que até hoje existe o Natal? Como a primeira sentença desse artigo mencionou, o comércio é o fomentador do feriado. Lucro com presentes, enfeites, decoração, alimentação, viagens e uma pitada de falso brilho de paz e prosperidade. Anualmente, o Natal faz movimentar bilhões de dólares ao redor do mundo, desde shoppings a comércios de rua.
Então fica a história de um ecumenismo pagão aliado ao dinheiro. Sabendo da falsidade criada e quem realmente ganha com o Natal, será que é justo saudar outros com expressões natalinas? Não deveríamos ser pacíficos, amorosos e solidários o ano todo? Jesus Cristo aprovaria sua equidade com o inexistente sol invicto e a troca de presentes que favorece o mundo econômico? Não existe data para presentear e ajudar o próximo, o que deveria existir é a vergonha de se fantasiar em mentiras.
Renan Williams Moore Brito é Bacharel em Ciências Contábeis com especialização em Gestão de Custos pela PUC-RS. (renanwmoore@outlook.com)
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