O mandato ainda não acabou, prefeito!

O descaso e a falta de compromisso com a população e o dinheiro público marcam o final de mandato da atual administração em Bragança Paulista.

Como o prefeito Jango não pode mais ser candidato nestas eleições, haja vista que já governou a cidade por dois mandatos consecutivos, ele aparentemente jogou a toalha e, dia após dia, surgem novos problemas, corriqueiros e complexos, os quais prometem dar muita dor de cabeça ao próximo prefeito.

Falando dos problemas corriqueiros, vejam só, leitores, a atual administração é incapaz, por exemplo, de construir uma ponte de poucos metros na região urbana. O problema, noticiado na coluna “Bragança Sem Manutenção”, já dura cerca de dois anos sem solução.

E, falando das situações mais complicadas, os servidores municipais da área da Educação estão cada dia mais preocupados.

Há o caso das centenas de evoluções, a grande maioria feita por meio de cursos à distância de instituições de idoneidade duvidosa e em períodos de tempo impossíveis de serem cumpridos nos dias apresentados. A sindicância realizada pela Prefeitura, por determinação do Ministério Público, apurou que há diplomas apresentados cujos CNPJs são de serralherias. O resultado da sindicância apontou para a abertura de inquérito civil público objetivando que os profissionais que se utilizaram dessa artimanha imoral e antiética devolvam os valores recebidos com correção.

Essa situação, muito provavelmente, será discutida na Justiça, tanto por aqueles que defendem que as evoluções já concedidas devem ficar como estão, intocáveis, como por aqueles que se sentem prejudicados financeiramente por terem bom senso e ética e querem a anulação das evoluções.

Porém, essas evoluções acabaram gerando outro problema. Elas comprometeram a folha de pagamento da Educação, já que acarretaram aumento de salário a quem evoluiu. A questão é tão grave a ponto de a Prefeitura não ter dinheiro para pagar horas extras que professores fizeram para, por exemplo, cobrir outros professores, afastados ou que faltaram.

Somente foi paga parte das horas extras trabalhadas e os profissionais já estão avisados que mesmo que façam expediente extra, não receberão no mês seguinte o valor integral a que têm direito.

Agora, um rumor ainda mais aterrorizante surge nos corredores do Palácio Santo Agostinho e das repartições públicas em geral: o de que a Prefeitura não terá dinheiro para pagar o décimo terceiro salário dos servidores, no final do ano.

Isso ainda não foi confirmado, mas, se for verdade, será a gota d’água para classificar a gestão Jango como a mais inconsequente de todas que já passaram por Bragança Paulista.

Seria prudente que, ainda nesta reta final, a administração tomasse as rédeas da situação para tentar deixar o mínimo de estrago possível. Porém, em vez disso, vemos servidores do alto escalão preocupados com a campanha de candidatos, sejam eles da situação ou da oposição, e querendo mais é que tudo se exploda.

É como o título diz: o mandato ainda não acabou, prefeito!

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