O consumismo nos consome?

Nesta semana, estive lendo um artigo sobre consumismo na revista Awake!, que é uma publicação educativa com objetivo de ajudar o próximo. Todos os pontos ressaltados foram de grande valia e, acreditando que vocês tirarão proveito da mesma maneira, resolvi apresentar alguns deles aqui, não somente para ensinar, mas para advertir a todos os leitores ‘gastões’ da região.

Um ponto interessante é que, num estudo realizado em 2012, metade dos entrevistados admitiu comprar coisas que na verdade não precisa. Dois terços acharam que os consumidores estão comprando demais. Essa preocupação faz sentido, visto que muitos consumidores estão se afundando cada vez mais em dívidas. Segundo pesquisas, altos níveis de consumo resultam em mais estresse e infelicidade, não em mais satisfação. E isso está em conexão com as palavras de Jesus Cristo: “mesmo quando alguém tem em abundância, sua vida não vem das coisas que possui.” – Lucas 12:15 (TNM).

Existem pelo menos três falsas promessas que o mercado das compras fazem aos ingênuos consumidores. Primeiro, melhore sua qualidade de vida, ou seja, quanto mais comprarmos, melhor será a nossa saúde, segurança, relacionamentos e aliviaremos o estresse do dia a dia. Na realidade, quanto mais bens temos, maior é o gasto, o tempo e, sobretudo, a preocupação com as dívidas geradas pelas compras.

A segunda promessa é: ganhe status e prestígio. Na pesquisa realizada pela Awake!, poucas pessoas admitiram que compram para impressionar os outros, mas o especialista Pooler afirma: “um dos motivos que as pessoas compram é para impressionar os amigos, vizinhos e parentes. Por isso os publicitários mostram celebridades famosas utilizando produtos, na verdade querem dizer: “você pode ser rico e bem-sucedido.”

E a terceira falsa promessa é: defina sua identidade! Uma das maneiras das pessoas mostrarem quem são é justamente por meio de bens materiais que possuem e acumularam durante a vida. Talvez um belo carro, uma grande casa ou joias caras. Mas uma coisa é certa, nenhum produto ou bem podem mudar nossa índole, criar boa moral ou nos fazer honestos à vista da sociedade.

Esse último ponto me faz lembrar de Antoine de Saint-Exupéry, que escreveu o livro “O pequeno príncipe”. Antoine, no capítulo IV, diz que a maioria das pessoas é materialista e pergunta: “Quanto ganha seu pai?” Somente então é que elas julgam conhecê-lo. Se dizemos às pessoas grandes: “Vi uma bela casa de tijolos cor-de-rosa, gerânios na janela, pombas no telhado. . . “ elas não conseguem, de modo nenhum, fazer uma ideia da casa. É preciso dizer-lhes: “Vi uma casa de seiscentos contos”. Então elas exclamam: “Que beleza!”.

O que temos de lembrar sempre é que as propagandas quase nunca se tornam realidade, então evite comprar por impulso, não compre para melhorar seu humor ou se divertir. Escolha bem seus amigos, tenha bom senso ao utilizar o cartão de crédito e o mais importante, esteja a par de seu orçamento financeiro. Se você ganha R$ 1.500,00 por mês, você não pode gastar R$ 2.500,00! Não esqueça de seus filhos, o mundo está contaminado com a filosofia do comprar, então ensine, não ceda à pressão e limite as influências que as crianças têm. Dessa forma encerro o artigo, nunca se esqueça do provérbio: “O mero amante da prata não se fartará da prata”.

Renan Williams Moore Brito

Bacharel em Ciências Contábeis

renanwmoore@hotmail.com

 

 

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