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JOVEM ADVOCACIA

O advogado e o dever profissional da informação

Há três anos, exerço minha tão almejada profissão na arte de advogar.

E como principiante no meio jurídico, desde o início da minha carreira e no decorrer dos dias atuais, tenho presenciado de forma preponderante a dificuldade gigantesca dos advogados e escritórios de advocacia em geral em dar um retorno aos seus clientes acerca do andamento do seu processo.

É extremamente importante que o chamado “feedback” seja constantemente praticado pelos colegas de profissão, pois além de ser um fator primordial para que os clientes estejam a par dos acontecimentos que gradativamente ocorrem em suas demandas jurídicas, sejam eles relevantes ou não, acima de tudo, o cliente se sente confortável, seguro e certo de que fez a melhor escolha ao optar por este ou aquele escritório de advocacia para representá-lo.

É sabido que, atualmente, todos os processos que tramitam nas varas federais, cíveis, trabalhistas e demais esferas jurídicas deixaram de lado o papel físico propriamente dito e passaram a usufruir da plataforma digital, fortalecendo o vínculo da modernidade com a praticidade, o que, por sinal, acredito ter sido um passo muito relevante para o meio jurídico.

Entretanto, não podemos esquecer que muitos desses clientes não possuem qualquer facilidade para manusear o andamento de sua demanda, através das senhas fornecidas pelos sistemas atuais.

Dentre as principais justificativas, uma das mais vistas está no motivo de que, por possuir uma quantidade expressiva de processos, o advogado ou escritório não consegue dar a devida atenção a todos os clientes, tratando-se de um problema estrutural, onde a falta de uma equipe de assessoria acaba por deixar a desejar no atendimento de qualidade, e, sobretudo, na fidelidade de sua clientela.

Dessa forma, conclui-se que deixar de informar o cliente sobre o seu andamento processual tem se tornado um dos maiores erros praticados por escritórios de advocacias.

Nós, profissionais do Direito, devemos nos atentar a esse fato e usá-lo como aprendizado no ônus que a nossa carreira nos impõe, para que possamos abrilhantar na relação de confiança construída entre advogado e cliente, fator basilar na construção da prestação de serviço com excelência.

Helena Ap. Al. Bernardes Gallo é advogada cível e trabalhista e membro da Comissão da Jovem Advocacia da 16ª Subseção de Bragança Paulista.

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