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Política

Mobilidade Urbana vai readequar ciclofaixa da Avenida dos Imigrantes

A nova ciclofaixa implantada na Avenida dos Imigrantes, no trecho da Rua Antônio Sabella, no Jardim da Fraternidade, até a Rua Aquiles Bianchi, no Matadouro, gerou críticas por parte de vereadores e da população. Na terça-feira, 10, o secretário de Mobilidade Urbana, Rogério Crantschaninov, esteve na sessão da Comissão de Justiça, Redação, Defesa do Meio Ambiente e do Consumidor da Câmara Municipal para esclarecer dúvidas.

Segundo a Revista dos Transportes Públicos da Agência Nacional dos Transportes, a definição da largura é um dos itens mais importantes, pois influi diretamente no conforto e na segurança dos usuários. “As ciclofaixas unidirecionais devem ter entre 1,50 m a 2,0 m de largura, quando forem no mesmo sentido do tráfego”.

O secretário explicou que há manuais com recomendação para que a ciclofaixa tenha 1,50 m, mas não se trata de uma obrigação. “Nossa ciclofaixa terá 1,20m para o ciclista”, informou. “O projeto da ciclofaixa no trecho da Avenida dos Imigrantes não se resume a simplesmente pintar a faixa e colocar tachão ali. Teremos também a segregação entre motoristas e ciclistas com a instalação de pequenos postes de 0,80 cm. As duas faixas que serão pintadas também terão tachas. Caminhões circularão à direita, será proibido estacionar ao longo do percurso inteiro e teremos a instalação de radares de velocidade de 50 km/h e, na região do Popó 40 km/h”, disse.

Ao Jornal Em Dia, a Prefeitura informou por meio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), que houve uma “precipitação por parte de alguns segmentos da mídia e da população em criticar o início da implantação, sem ter qualquer conhecimento do projeto” e que a ciclofaixa está adequada às recomendações do Contran, sendo ainda projetada por empresa de engenharia de tráfego especializada. O orçamento para implantação da ciclofaixa não foi divulgado, pois ainda está em fase de detalhamento, contudo, o projeto prevê a chegada da ciclofaixa até o Lago do Taboão.

Pauta da Comissão - Outros assuntos acerca da mobilidade foram discutidos, como a implantação de via que interligue a Alameda Iugoslávia à Avenida Britânica e acessibilidade no entorno da Praça Hafiz Abi Chedid.

Crantschaninov explicou que a interligação entre as ruas do Jardim Europa ainda é um projeto em estudos, não tendo chegado à Secretaria de Mobilidade. “Esta questão está com a Secretaria de Obras. Eles estão traçando as diretrizes, fazendo levantamentos. Para a Secretaria de Mobilidade este projeto não chegou. Não tenho detalhes do que irá ser. Quando avançar para a próxima fase, aí sim entra a Mobilidade para discutir acessibilidade, sinalização, mão de direção, entre outros. Nem o traçado temos ainda”, disse.

Diante da informação, os moradores insistiram em tratar do tema com a Administração para expor suas preocupações e saber detalhes do que está previsto. Uma reunião entre as partes será agendada nos próximos dias.

Na sequência, o secretário comentou as questões de mobilidade e acessibilidade no entorno da Praça Hafiz Abi Chedid. De forma concreta, Crantschaninov explicou que todas as mudanças dependem de recursos em caixa, “Es-tamos avaliando as mudanças, verificando se poderão ser feitas com recursos próprios, ou se será uma licitação. Es-tamos discutindo isso internamente, avaliando a prioridade que será dada para a obra, a viabilidade”, disse. “O que posso me comprometer é que quando tivermos algo consolidado podemos apresentar para essa comissão e colher outras sugestões”, concluiu.

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