Ministério Clave da Graça e o músico católico e jurado, Davidson Silva (Foto: divulgação)
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Religião

Ministério de música católica de Bragança fica em 3º lugar em festival no Rio de Janeiro

A canção guardada na gaveta há dez anos também levou o prêmio na categoria “Voto popular”

Um grupo de músicos bragantinos tem motivos de sobra para comemorar nestes primeiros meses de 2023. Com um ministério formado em janeiro, a equipe, que se inscreveu sem pretensão de ganhar, levou dois prêmios na 1ª edição do festival de música católica “Canção do Monte”. O evento aconteceu no último dia 11, na Paróquia Nossa Senhora do Mont Serrat, no Rio de Janeiro, e contou com um corpo de jurados de renome no meio musical religioso.

Fabiano Pires, idealizador do projeto, explicou ao Jornal Em Dia que o Ministério Clave da Graça surgiu da necessidade de se criar uma referência para os músicos católicos da cidade, em especial, para os jovens que estão começando. Ele, que hoje é músico, produtor e dono de um estúdio de gravação de sucesso, despertou para a música dentro da Paróquia São Benedito, onde foi criado e frequenta até hoje, junto da esposa e da família.


     Fabiano Pires toca nas missas na Paróquia São Benedito desde a juventude

A ideia foi abraçada por músicos de outras duas paróquias da cidade: Imaculado Coração de Maria, na Vila Maria, e Nossa Senhora da Esperança, no Parque dos Estados. O mais difícil foi encontrar um bom nome para o grupo, uma vez que todas as ideias já haviam sido utilizadas por outros ministérios. Foi durante um momento de oração que ele surgiu: “Clave”, que é um sinal musical e também significa “chave”, e “Graça”, dom sobrenatural de Deus.

O FESTIVAL

Fabiano descobriu a existência do Festival “Canção do Monte” numa quarta-feira, faltando apenas cinco dias para o encerramento do prazo de envio da canção autoral que eles não tinham. Por sorte, Marco Aurélio, um dos integrantes do ministério, havia composto uma música há dez anos, chamada “Aqui estou”, que nunca tinha saído da gaveta. A banda gravou a composição na sexta, em apenas quatro horas; Fabiano mixou e masterizou o trabalho na segunda e a obra foi enviada faltando apenas 30 minutos para o fim das inscrições.

Para a surpresa de todos, o que era apenas uma experiência se tornou uma grande responsabilidade quando o festival divulgou a lista das músicas classificadas, incluindo “Aqui estou”.

“Foi uma alegria e ao mesmo tempo foi um desespero, porque tem custo, tem que chegar até o Rio de Janeiro [...]. Para uma banda que está começando, é difícil tirar isso do bolso. Tentamos ajuda com várias pessoas, tivemos muitos ‘nãos’, e aí fomos para as rifas. Foram cinco rifas”, comentou o produtor.

Os músicos precisaram lidar ainda com outro desafio: a inexperiência em palcos grandes. Apesar de todos os integrantes terem uma vida de fé ligada à música, a maioria deles nunca havia se apresentado em um evento de grandes proporções como o Canção do Monte. Para piorar, o corpo de jurados era intimidador: padre Fábio Escobar, Aline Venturi, Maira Jaber, André Florêncio e Davidson Silva iriam selecionar os vencedores.


     Grupo se reuniu durante as madrugadas para ensaiar a música "Aqui estou"

Apesar dos temores, o ministério conquistou a terceira colocação no festival e ainda trouxe para Bragança um troféu na categoria “Voto popular”, devido ao número expressivo de votos da população geral na canção. Mas as emoções ainda não haviam terminado: com a van contratada para o “bate-volta” apreendida por falta de documentação, os músicos precisaram retornar de ônibus e chegaram em casa às 16h do dia seguinte.

O valor restante das rifas e colaborações voluntárias foi doado para o tratamento da jovem Júlia Ferreira, que luta contra leucemia.

PLANOS PARA O FUTURO

A premiação trouxe ainda mais vigor para o ministério que, embora tenha acabado de nascer, cresce a passos largos. Segundo Fabiano, o objetivo agora é criar uma corrente do bem em favor da formação dos músicos católicos bragantinos: “A gente quer fazer workshops, encontros, ensinar as paróquias a tocar nas missas. Vamos ver se conseguimos lançar pelo menos uma música a cada três meses, músicas autorais. E é aí onde a gente abre o leque para compositores, não precisam ser músicas do Clave da Graça”.

Tudo isso sem deixar de lado a espiritualidade: o ministério seguirá acompanhado de perto pelo que chamam de “conselheiros espirituais”, como o diácono Gustavo Ferreira e o seminarista Christian Carmo, que os auxiliaram nesta caminhada até o festival.

O Ministério Clave da Graça é composto por: Peterson Lima (bateria), Gustavo Mendes (baixo), Marco Aurélio Pires (violão e regência), Dário Fontana (guitarra), Mauro Marinho (teclado) Mirela Dorta, Bianca Lima e Jéssica Domingues (vocais femininos), Eder da Cunha e Eliton da Cunha (vocais masculinos), Fabiano Pires (produção executiva) e Camila de Sá (produção e marketing). Acompanhe o grupo nas redes sociais: https://www.instagram.com/clavedagraca/.

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