No dia 11 de agosto, o Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre o surto de coqueluche na Bolívia e quais medidas tomar para evitar essa doença infecciosa aguda, que possui uma elevada disseminação e distribuição universal.
A coqueluche é uma infecção respiratória, transmissível causada pela bactéria Bordetella pertussis e está presente em todo o mundo. Sua principal característica são crises incontroláveis de tosse seca seguida pelo guincho inspiratório, que é o som produzido pelo estreitamento da glote (garganta).
Segundo a nota técnica, até o dia 2, 683 casos de coqueluche foram confirmados, sendo 435 deles em menores de 5 anos. Deste número, 432 se recuperaram, outros 253 pacientes estão em investigação e houve oito óbitos.
Por conta do surto da doença na Bolívia, a Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente alerta a população sobre como é importante o fortalecimento das ações de prevenção da coqueluche e do aumento na detecção de casos suspeitos em todos os estados brasileiros, especialmente os que fazem fronteira com a Bolívia, sendo eles: Acre, Rondônia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
A vacina Penta, que é indicada para prevenir a doença, está com baixa cobertura no país, sendo assim, o Ministério da Saúde recomenda aos brasileiros que realizem ações de prevenção e controle da doença, já que não é possível descartar a possibilidade da entrada de pessoas com coqueluche no país.
A vacinação é o principal meio de prevenção da coqueluche, sendo assim, crianças de até 6 anos, 11 meses e 29 dias devem ser vacinadas contra a doença. O Sistema Único de Saúde (SUS) também oferta vacina específica para gestantes e profissionais de saúde que atuam em maternidades e em unidades de internação neonatal, atendendo recém-nascidos e crianças menores de um ano de idade.
A transmissão pode ocorrer a partir de um contato direto da pessoa doente com pessoa suscetível, já por objetos recém contaminados com secreções do doente é pouco frequente por conta da dificuldade de o agente sobreviver fora do hospedeiro.
O último registro da doença em Bragança Paulista foi em 2018, numa criança do sexo masculino de 1 mês de vida, que posteriormente recebeu alta hospitalar.
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