A indicação vale para todos os municípios em que a imunização dos grupos prioritários não atingiu 80%. Bragança Paulista está nessa situação
Mesmo sendo prorrogada por duas vezes, a campanha de vacinação contra a gripe não atingiu a meta de imunizar 80% dos grupos prioritários em Bragança Paulista. Mas o fato não foi isolado no município. Na verdade, o país todo não conseguiu atingir a meta e o índice geral de imunizados ficou em 78,8%. No estado de São Paulo, esse índice ficou em 72,13%.
Diante desse quadro, o Ministério da Saúde (MS) afirmou que não vai prorrogar a campanha, mas que os municípios têm autonomia para fazer isso, se julgarem necessário. “Caso a meta tenha ficado abaixo dos 80%, o Ministério da Saúde orienta que a vacina siga sendo aplicada”, diz texto divulgado pela assessoria de imprensa da pasta.
Em Bragança, o índice geral de vacinados ficou em 68%. Dos 25.878 que deveriam tomar a vacina contra a gripe na cidade, 17.596 foram efetivamente imunizados.
No grupo de trabalhadores da saúde, 78,86% foram vacinados, o que corresponde a 1.959 pessoas do total de 2.484.
Dos 18.709 idosos incluídos nos cálculos do governo para receberem a vacina contra a gripe, 12.709 procuraram os postos de saúde, o que resultou em 67,93% de cobertura nesse grupo.
Do total de 3.123 crianças entre seis meses e dois anos que deveriam tomar a vacina, 2.046 foram levadas aos postos de saúde, número que representa 65,51%.
E das 1.562 gestantes da cidade, 889 foram imunizadas, ou 56,91% do grupo.
O Ministério da Saúde afirmou que no caso das gestantes, grupo que foi o mais suscetível durante a pandemia de 2009, a vacinação seguirá até o mês de agosto nos postos de saúde. “Sabemos da importância desta vacina para a proteção da saúde das futuras mães e de seus bebês, durante o período de maior circulação de vírus. Por isso, é fundamental que elas procurem os postos de vacinação o mais rápido possível”, aconselha o ministro Alexandre Padilha.
A vacina contra a gripe é a melhor estratégia disponível para a prevenção da influenza e suas consequências. O secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, reforça a importância da vacina e descarta a possibilidade de haver efeitos nocivos. “A vacina é segura e a maioria das reações adversas é leve, como dor e sensibilidade no local da injeção. Só quem tem alergia a ovo não pode tomar a vacina”, ressaltou. O secretário explicou ainda que é impossível contrair gripe após a vacinação, como algumas pessoas costumam afirmar. “O vírus usado nesta vacina é inativado”, garantiu.
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