Pouco tempo depois de sua Ressurreição, Jesus foi de Jerusalém a Galileia para encontrar-se com seus discípulos, Segundo alguns sugerem, Jesus os precedeu para ganhar tempo e ter oportunidade de estar com Maria. Esse tempo, apesar de curto e com certeza rápido no passar, deixou gratas recordações para Maria – recordações essas que ela acalentaria pelo resto de sua vida mortal.
Breve chegou o momento de Jesus reunir-se com seus discípulos. Não sabemos se Maria o acompanhou e se estava presente ao desjejum na praia (João 21) e à reunião com os discípulos na montanha (Mateus 28:16). Talvez não, mas é possível que Nossa Senhora tenha voltado com Ele e seus seguidores a Jerusalém.
Quarenta dias depois da Ressurreição, Jesus entrou no Cenáculo e ceiou com seus discípulos e a eles falou de seu reino e do batismo do Espírito, que em breve receberiam. Depois, os conduziu ao Monte das Oliveiras e daí ascendeu aos Céus, desaparecendo de suas vistas. Nessa ocasião, Maria estava sem dúvida presente, para receber o último adeus de seu Filho, ao qual ela havia dedicado totalmente sua vida. Quando os discípulos retorna-ram à cidade, Maria reuniu-se a eles no Cenáculo e orou, enquanto esperavam a descida do Espírito Santo que viria, em cumprimento ao prometido.
Grande número de pessoas havia se reunido no “quarto superior”: os Apóstolos, as Santas Mulheres e mais 120 parentes de Jesus. Naturalmente, Maria presidia a reunião nesse tempo de espera. Ela estivera mais tempo com Jesus e sabia o que o Mestre deseja deles. Por esse motivo, eles procuravam Maria e a consultavam em todas as deliberações, tais como a eleição do sucessor de Judas.
No décimo dia, às nove da manhã, um ruído semelhante a um ensurdecedor vento foi ouvido no quarto e o Espírito Santo veio e morou neles, mostrando sua presença, por meio de línguas de fogo que apareceram sobre suas cabeças. Os artistas cristãos representam Maria como figura central da cena, pois ela é a Rainha dos Apóstolos.
Alguns sustentam que Maria recebeu também os dons especiais do Espírito Santo, tais como o dom das Línguas, mas dizem que os não usou em atividades missionária, mas sim, ensinando e aconselhando os peregrinos de todas as nações do mundo.
Maria sobreviveu a Jesus um bom número de anos. Contam que sempre viveu em Jerusalém ou nos arredores (tinha uma outra casa em Belém), normalmente sob o teto do Discípulo amado (conf. João 19,27).
(*) PENTECOSTES, obra do artista espanhol de origem grega El Greco (Domécikos Theotokópoulos1541-1614); Museu do Prado, Madrid. A sublime composição confere intensa emoção à cena. No quadro, se pode observar a original maneira que tinha El Greco de dispor o espaço.
Informativo da Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Catedral
- Domingo às 10h (Missa da Família) e 19h30;
- 2ª feira às 12h;
- 3ª feira às 16h;
- 4ª feira às 16h;
- 5ª feira às 16h e 19h30;
- 6ª feira às 16h (Missa dos Enfermos e Idosos);
- Sábado às 16h e às 19h30.
-3ª feira às 7h com bênção e distribuição do Pão de Santo Antônio;
- 5ª feira às 12h;
- Domingo às 7h30, 11h30 e 17h.
Todos os controles sanitários serão mantidos, como medição de temperatura, utilização de álcool (70°), uso de máscara e distanciamento mínimo de 1,5m, no espaço interno da Igreja.
Continuam pelo Facebook – meio social da Paróquia – e pelo YouTube, a missa de segunda-feira às 12h; de terça-feira a sábado às 16h; a missa dominical às 8h, transmitida pela TV, no canal Altiora; após, A Voz do Pastor, às 16h30; e a missa das 19h30, irradiada pela Rádio Bragança AM 1310.
Obs.: Nas capelas, não houve retorno para celebração de missas.
No dia 31 de maio, Pe. Marcelo festeja o seu 19º ano de vida sacerdotal. Parabéns! Nossa comunidade se alegra e agradece a Deus pelo dom de sua vida!
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O dizimista é alguém que aprendeu a repartir. Seu dízimo é uma partilha, do que se tem e não do que sobra. Por isso, o dízimo deve vir, como diz a Bíblia, das nossas primícias (Pr. 3,9), isto é, de nossos “primeiros frutos”. Deus que nos educar à generosidade e à partilha, é um ato de fé em Deus e confiança na comunidade. “Quem semeia com largueza, com largueza colhe” (2 Cor. 9,6). “Façam essa experiência comigo. Vocês hão de ver, então, que abrirei as comportas do Céu, e derramarei sobre vocês as minhas bênçãos, muito além do necessário” (Mt 3,10). Por sua Palavra, Deus nos convida: a confiar Nele, que é o único Senhor de tudo; a ser-lhe agradecidos, porque Ele é a fonte de todo bem; a colaborar com Ele na instauração de uma nova sociedade, em que haja necessitados.
Intercessão é o ato de interceder. Interceder significa pedir, rogar; intervir (a favor de alguém ou de alguma coisa) (cfDicionário de Verbos e Regimes, de Francisco Fernandes, 45ª edição, Editora Globo).
Desde o começo do mundo, constatamos a intercessão de alguns por outros, quer perante Deus, quer perante os homens.
Folheando a Bíblia, no início da formação do povo judeu, no livro de Gênesis, encontramos a intercessão de Abraão em favor dos habitantes de Sodoma e Gomorra (Gn 18,16-33) e de Abimelec (Gn 20,17).
No livro do Êxodo, durante a caminhada pelo deserto, Moisés ainda intercede em favor daquele povo infiel (Ex 32,11-14; 34,8-9).
No livro de Ester, a rainha intercede perante o rei Assuero em favor do povo Judeu (Est 7,3-7).
Essa intercessão tanto pode ser feita em favor dos vivos como em favor dos mortos, conforme vemos no segundo livro de Macabeus. Judas e seus soldados puseram-se em oração, intercedendo pelos mortos na batalha e fizeram uma coleta para mandar a Jerusalém a fim de que se oferecesse um sacrifício pelos pecados dos mortos (2Mc 12,41-45).
Além da intercessão das pessoas, podemos também receber a intercessão dos anjos, como se lê em Zacarias 1,12: “Então falou o anjo de Javé: ‘Javé dos Exércitos, até quando demorarás ainda a ter piedade de Jerusalém e das cidades de Judá, contra as quais estás irado, há setenta anos?’ E Javé respondeu ao anjo, que falava comigo, com boas palavras, com palavras consoladoras”.
No Novo Testamento, a primeira passagem de intercessão entre o povo judeu acontece na cidade de Caná da Galileia, em um casamento. “Maria, mãe de Jesus, tendo sabido que o vinho estava faltando, recorre a seu filho, intercedendo pelos noivos. Sua fé e confiança no Filho fez que ela se dirigisse àqueles que serviam e dissesse: ‘Fazei tudo o que ele vos disser’” (cfJo 2, 1-11).
Lendo os Evangelhos, encontramos vários textos em que as pessoas intercedem a Jesus por seus entes queridos: “Ao entrar em Cafarnaum, aproximou-se de Jesus um centurião, suplicando por seu servo que estava de cama e sofria terrivelmente” (cfMt 8, 5-13).
Noutra passagem do Evangelho, é um pai, Jairo, chefe da sinagoga, que intercede por sua filha moribunda: “Chegou então um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo. Ao ver Jesus, caiu a seus pés, suplicando sem parar” (cf Mc 5,22-42).
Jesus atendeu às intercessões recebidas e intercedeu também ao Pai por seus escolhidos. São Paulo diz aos romanos: “Quem condenará? Cristo Jesus, aquele que morreu, ou melhor, que ressuscitou, aquele que está à direita de Deus e que intercede por nós?” (Rm 8,34).
Antes de sua paixão, orando ao Pai, Jesus intercede em favor de seus discípulos: “Pai santo, guarda em teu nome os que me deste, para que sejam um como nós (Jo17,11). (...). Não peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno” (Jo 17,15).
E, mesmo nos últimos momentos de sua vida terrena, já pregado na cruz, Jesus se lembra daqueles que o condenaram e intercede por eles dizendo: “Pai, perdoa-lhes: não sabem o que fazem” (Lc 23,34).
O ato de interceder, resumidamente tratado acima, é amplo como se pode inferir. Há intercessores, no Antigo Testamento, como Abraão e Moisés, que se dirigem diretamente ao Pai. Há intercessores que se dirigem à autoridade terrena, como Ester, ao interceder por seu povo. Há intercessores terrenos que se dirigem a Jesus. E há Jesus, que intercede por toda a humanidade perante o Pai. Portanto, há muitos intercessores.
Como o centurião intercedeu por seu servo e Jairo intercedeu por sua filha, também podemos interceder a Jesus por nossos semelhantes. E, mais ainda, podem os santos interceder a Jesus por nós, se lhes dirigirmos nossa oração porque já estão no céu.A graça, porém, nos vem por meio de Jesus. É Jesus quem nos concede o que pedimos. Os santos apenas intercedem por nós e, como já desfrutam da presença beatífica do Senhor, Jesus os atende, conforme o Evangelho que diz: “Em verdade, em verdade, vos digo: o que pedirdes ao Pai, ele vos dará em meu nome. Até agora, nada pedistes em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria seja completa” (Jo 16,23-24; cfJo 14,13-14; 15,16).
Paulo Trujillo Moreno
Pastoral Familiar e Litúrgica
Paróquia de São Benedito
Notas:
Gn: Livro de Gênesis;
Ex: Livro do Êxodo;
2Mc: 2º Livro de Macabeus;
Jo: Evangelho de S. João;
Mt: Evangelho de S. Mateus;
Mc: Evangelho de S. Marcos;
Lc: Evangelho de S. Lucas;
Rm: Carta de S. Paulo aos Romanos.
Mediação é o ato de mediar; intervenção. Mediar significa intervir acerca de, como mediador. Mediador é aquele que intervém (Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa, 9ª Edição, Editora Civilização Brasileira S/A).
Desde o início do mundo, o Senhor promete a salvação ao homem decaído em pecado. Mesmo tendo pecado, o Criador não abandona sua criatura. E promete a salvação. Se, pela desobediência de uma mulher, o pecado entrou no mundo, pela obediência de uma mulher, a graça voltará ao mundo. Deus o prediz a Adão dirigindo-se à serpente: “Porei hostilidade entre ti e a mulher, entre tua linhagem e a linhagem dela. Ela te esmagará a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar (cfGn 3,15).
Da humanidade que povoou a terra, o Senhor escolhe um homem, Abrão, de cuja descendência surgirá uma nação, no meio da qual nascerá o ungido de Deus, para salvação de todos os povos. É o povo judeu.
O pecado de Adão e Eva, desobedecendo ao Criador, reveste-se de grande gravidade, porque eles foram criados sem pecado, puros, em estado de graça. Um pecado tão grande necessita de uma grande reparação. Não podia, portanto, qualquer sacrifício satisfazer a reparação necessária. Por isso, a vítima do sacrifício para restauração do pecado cometido será o próprio Deus na pessoa do Filho. Ele, humanado, descerá ao mundo para libertar o homem do pecado original e de todo tipo de pecado.
Na primeira carta a Timóteo, São Paulo escreveu: “Pois há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus, que se deu em resgate por todos” (1Tm 2,5-6). Não há dúvida de que Jesus é o único mediador entre Deus e os homens. Desde o início da Igreja, seu ensino segue nesse caminho. Jesus vem ao mundo para resgatar a humanidade de seus pecados e abrir-lhe novamente as portas do céu: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim (Jo 14,6).
Seguindo essa linha, o Catecismo da Igreja Católica, originário do Concílio Ecumênico Vaticano II, registra:
“Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, na unidade de sua Pessoa Divina: por isso Ele é o único mediador entre Deus e os homens” (CIC 480).
“Tendo entrado uma vez por todas no santuário do céu, Jesus Cristo intercede sem cessar por nós como mediador que nos garante permanentemente a efusão do Espírito Santo” (CIC 667).
“O Mediador único, Cristo, constituiu e incessantemente sustenta aqui na terra sua santa Igreja, comunidade de fé, esperança e caridade, como um ‘todo’ visível pelo qual difunde a verdade e a graça a todos”(CIC 771).
Ao ser chamado para tirar o povo judeu do Egito, Moisés pergunta a Deus qual o seu nome. Atendendo ao pedido, o Senhor respondeu: “Eu sou aquele que é”. Disse mais: “Assim dirás aos filhos de Israel: ‘EU SOU me enviou até vós’” (Ex 3,14).
Assim também Jesus se identifica em seu Evangelho: “Quando tiverdes elevado o Filho do Homem, então sabereis que EU SOU e que nada faço por mim mesmo, mas falo como me ensinou o Pai” (Jo 8,28).
Não há nenhuma dúvida de que Jesus é o mediador único entre nós e Deus Pai. Não devemos nos esquecer de que Ele é Deus, como ficou claro nessa passagem do evangelista São João. Quando pedimos a Jesus, estamos pedindo a Deus, porque Jesus é a segunda pessoa da Santíssima Trindade. Deus é único, contudo, possui três pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, que se manifestam àqueles que creem conforme suas necessidades. Jesus, mediador único, enquanto salvador de todo o povo decaído pelo pecado de Adão e Eva; o Espírito Santo que fortalece e orienta a Igreja neste mundo; e o Pai, Criador de todo o universo.
Ao designar a Deus com o nome de “Pai”, a linguagem da fé indica principalmente dois aspectos: que Deus é origem primeira de tudo e autoridade transcendente e que, ao mesmo tempo, é bondade e solicitude de amor para todos os seus filhos (CIC 239).
Deus é Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Entre essas pessoas, não há ascendente. Todos existem desde sempre, eternamente, numa comunhão de amor. Por isso, dizemos que Deus é família e a nossa família deve se inspirar na família divina para viver e superar as dificuldades deste mundo.
Paulo Trujillo Moreno
Pastoral Familiar e Litúrgica
Paróquia de São Benedito
Gn: Livro do Gênesis;
Ex: Livro do Êxodo;
CIC: Catecismo da Igreja Católica.
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