Escancaradamente, sem a preocupação de serem pegos em flagrante ou algo do tipo, querem mesmo é acabar com a Educação no nosso país. Falamos agora, especificamente do problema na rede estadual de ensino.
A impressão que transparece é que a tarefa com a qual a Secretaria Estadual de Educação mais se ocupa é a de ocupar os professores com atividades que não os deixem pensar em aulas dinâmicas e produtivas.
O caso ocorrido nessa semana, em que os docentes de várias escolas de Bragança Paulista reclamaram de ser obrigados a computar manualmente dados comprova isso. A semana de planejamento se transformou numa semana ociosa para alunos e em que os professores foram praticamente impedidos de atingir o objetivo proposto, que era o de realmente planejar o ano letivo.
Porém, não pensem os leitores que os docentes da cidade desobedeceram as orientações da secretaria. Não! A verdade, é que na prática a teoria é outra. Ou seja, a pasta da Educação estadual divulgou a semana de planejamento, mas impôs tarefas aos docentes que os impediram de exercê-la. Tarefas essas que poderiam muito bem terem sido feitas por outros profissionais da rede, afinal, elas se resumiam a fazer “x” em planilhas e a passar dados para o computador.
Outro questionamento pertinente se faz com relação à paralisação de aulas novamente, apenas duas semanas depois do Carnaval, quando já não houve aula. Os alunos chegam para o ano letivo desmotivados, devido às condições que se encontram as escolas, muitas passando por reforma em pleno período de aulas, com materiais de construção espalhados por todo lado. Desmotivados também pela falta de professores que se torna a cada dia um problema mais crônico na rotina das escolas estaduais, sem falar no problema das drogas. E, então, logo vem o Carnaval. Voltam desse período, alunos e professores, achando que então o ano vai engrenar, mas são surpreendidos agora pela semana de planejamento que a secretaria resolveu fazer.
Se essa semana realmente fosse de planejamento seria válida, mas não foi. Assim, esses governantes, eleitos pela população, mostram por meio de seus atos que não estão comprometidos de fato com a melhoria da coisa pública, nesse caso, a educação. Estão mais é comprometidos com seus interesses próprios e, assim, com o desgaste de serviços essenciais à sociedade, como uma educação de qualidade.
O mais intrigante de tudo isso é que é nas mãos da população, especialmente dos eleitores, que está a arma fatal para acabar com isso, para mudar esse cenário. E por que será que a população permanece inerte, receosa e acomodada, feito um pacote de mercado que ao chegar em casa é colocado em cima da mesa?
Ignoramos a resposta, mas sabemos e alertamos que cada um de nós somos parte dessa população que de dois em dois anos exerce o poder do voto e é responsável por colocar no poder os governantes, tanto os bons como os que agem da forma absurda como a Secretaria Estadual de Educação vem agindo nos últimos anos, colaborando para desmotivar alunos e professores e afundar cada vez mais nossa Educação.
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