Lc 1,46-55
46Maria, então, disse:
“Minha alma engrandece o Senhor,
47e meu espírito exulta em Deus, meu Salvador,
48porque olhou para a humilhação de sua serva.
Sim! Doravante as gerações todas
me chamarão de bem-aventurada,
49pois o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor.
Seu nome é santo
50e sua misericórdia perdura de geração em geração,
para aqueles que o temem.
51Agiu com a força de seu braço.
Dispersou os homens de coração orgulhoso.
52Depôs os poderosos de seus tronos,
e a humildes exaltou.
53Cumulou de bens a famintos
e despediu ricos de mãos vazias.
54Socorreu Israel, seu servo,
lembrado de sua misericórdia
55 – conforme prometera a nossos pais –
em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre!”
Os pais de Nossa Senhora foram Joaquim e Ana, como está escrito no proto-evangelho de Tiago.
Ana é descendente da família de Aarão e Joaquim é descendente do rei Davi. Ana já era idosa e não tinha filhos. Joaquim, com o rosto no chão, implorou ao Senhor que lhe mandasse um filho.
Atendidos por Deus, Ana e Joaquim geraram Maria. Em agradecimento decidiram consagrá-la ao Senhor e, quando a menina tinha três anos de idade, levaram-na ao Templo de Jerusalém.
Tendo como mestres o profeta Simeão e a profetisa Ana, ali viveu Maria, em oração e estudo das Sagradas Escrituras até a idade adulta.
A formação recebida no Templo preparava a menina para a missão que Deus lhe destinava. Diante do Anjo Gabriel, sua atitude é de respeito e de fé. Embora agisse com cautela, não duvida das palavras que lhe são dirigidas e, no momento certo, declara seu sim ao Senhor (Faça-se em mim segundo as suas palavras).
A expressão deste hino revela a espiritualidade orante da jovem Maria e o conhecimento histórico e religioso de seu povo.
(Continua)
Paulo Trujillo Moreno
Pastoral Litúrgica e Familiar da Paróquia São Benedito
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