O segundo domingo do mês de maio é sempre um dia especial. Dia de celebrar a beleza e a ternura das mulheres que sabem amar incondicionalmente – e sabem não porque aprenderam ou porque escolheram, mas porque têm o dom da pureza, da dedicação sem limites e da doação irrestrita aos seus.
Mães são dotadas de uma sabedoria única e de uma sensibilidade aflorada, ao mesmo tempo em que têm força, bravura e coragem; que enfrentam o mundo, compram briga, arregaçam as mangas e defendem suas crias com unhas e dentes. Mães são sempre mães.
Há quem diga que mãe é tudo igual. É verdade que todas elas têm muito em comum: às vezes exageram nos cuidados, nas broncas e puxadas de orelha, nos palpites, nos mimos e na preocupação. Mas quem é que vai se atrever a reclamar por receber amor em excesso? Quem é que pode dizer que elas estão erradas?
Arrisco dizer que as mães não erram. E também que elas – quase – sempre têm razão. Pode ser que elas tropecem, mas porque o caminho é longo, cansativo, árduo... Às vezes elas também choram, se decepcionam, têm dúvidas – e nem por isso deixam de ser fortaleza, porto seguro e amparo para seus amados.
Mãe é sempre sinônimo de colo, alento, alívio, afago. De café passado na hora, de bolo quente. Mas nem sempre de mão na cabeça. Mãe é também firmeza, conselho sábio, orientação certeira. E aqui repetimos o clichê de que ela sempre, sempre estará ao nosso lado – mesmo quando não merecemos (e muitas vezes não merecemos...).
Quase sempre, elas nos dão mais do que o necessário e em tudo nos ensinam uma lição. Aprender com as mães é sempre a oportunidade de aprender pelo amor, pelo exemplo, com bondade – a melhor escola da vida que poderíamos ter.
Mães zelam por seus filhos, oram por seus filhos, choram por seus filhos. Vivem a vida deles, para eles, com eles. Quem não é mãe talvez nunca entenda essa relação quase injusta de quase sempre dar mais do que receber. E é por isso que neste domingo, a missão dos filhos é justamente a de tentar dar um pouco mais de si a elas, que são a personificação e a extensão da palavra amor.
Mães fazem tudo com graça, com leveza, de salto alto, sorriso largo, como se “tirassem onda”. Elas sempre têm solução para aquilo que parece irremediável, duro, penoso... Mas não é por isso que elas não precisam ser cuidadas, amadas, respeitadas e valorizadas.
Portanto, a todos os filhos, neste domingo e em todos os dias do ano, cabe demonstrar a sua gratidão e o seu afeto – em forma de presentes, mas sobretudo de presença, de abraço sincero, de tempo de qualidade, de momentos felizes que ficarão para sempre na lembrança e no coração.
A todas as mães, fica aqui um agradecimento coletivo. Obrigado por todos os ensinamentos, todo o amor, toda a doçura, todos os “sins”, mas também pelos “nãos” que ajudaram a moldar nosso caráter e nos fizeram pessoas melhores e mais resilientes.
Perdoem-nos pelas ingratidões, pelas ausências, pelas vezes em que as desapontamos (sabemos que são muitas) e por nem sempre colocarmos para fora tudo o que sentimos. Saibam que vocês são e sempre serão insubstituíveis e, provavelmente, a melhor e mais completa criação divina.
Obrigado, mãezinhas, por tudo. Feliz dia e vida longa a todas as mães!
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