Em coletiva realizada na terça-feira, 18, conselheiros tutelares de Bragança Paulista expressaram preocupação com o uso de bebidas alcoólicas por parte de crianças e adolescentes no período de Carnaval, levando ao aumento do índice de violência sexual contra meninos e meninas, o número de adolescentes desacordados em hospitais e registro de violências físicas e morais.
O consenso entre os conselheiros, é que há uma distorção sobre a atuação do Conselho Tutelar, principalmente em eventos como o Carnaval. “Não cabe ao Conselho substituir o papel de pai e mãe”, disse a conselheira Simone Miglioreli Marques.
“A orientação do Poder Judiciário, desde a primeira festividade, que foi a escolha da Corte do Carnaval, é que não tinha como o Conselho e o Comissário da Infância estarem presentes por ser evento aberto. Não há como ter controle de um adolescente em via pública. Na avenida, como há alvarás de funcionamento, a entrada é controlada, não se vê tantos excessos”, disse Simone.
A coordenadora do Conselho Tutelar, Marisa Ferreira de Lima, disse que as responsabilidades estão indo cada vez mais para o Estado, e os pais protelando a liderança sobre os filhos. A orientação nesse sentido, é que a atenção com os filhos seja redobrada, procurar saber onde está, com quem saiu e se chegou em casa, além de observar se não está usando álcool e drogas. A atividade sexual precoce também é um fator que os pais devem se atentar, uma vez que no município houve 229 nascimentos de filhos de adolescentes no ano passado, sendo 73 nascimentos em gestantes adolescentes com idades entre 12 a 17 anos, 69 nascimentos em gestantes adolescentes com 18 anos e 87 nascimentos em gestantes com 19 anos.
Segundo Marisa, ao final da festividade, o Conselho Tutelar, faz os apontamentos necessários,questionamentos e sugestões. Na sugestão de melhorias, estará a transferência de local do Desfile de Blocos para o Posto de Monta, onde o recinto é fechado e com possibilidade de fiscalização, como acontece na Festa do Peão.
“O conselho fiscaliza as questões de segurança para a criança e o adolescente, atendimento da saúde. Somos os fiscalizadores dos direitos da criança e quando estamos nesses locais, visamos à redução de danos”, completou Marisa.
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