Do que viveu, Janaína Nascimento decidiu “recalcular a rota” e escrever um livro contando com detalhes sua história de “morte”, renascimento e superação, que será lançado na próxima semana
Empresária, casada, linda e bem-sucedida, ela vivia o sonho americano nos Estados Unidos até que realizou um negócio que, mesmo com todas as licenças e permissões, rendeu-lhe uma acusação de venda de produtos médicos falsos, o que a levou para uma prisão federal no país americano. Mesmo tendo o marido como sócio e gastando uma fortuna com advogados, Janaína Nascimento não conseguiu escapar de ter que cumprir pena sozinha em uma fase terrível no mundo causada pela pandemia de Covid-19.
Rodeada pela vergonha, medo, solidão e por pessoas tão diferentes dela, teve que aprender a cozinhar com ferro de passar roupa, barganhar objetos básicos como copo descartável ou colher, entre outras situações inusitadas. Ouviu tantas histórias difíceis que a tirou do papel de vítima: “Tinha de dar valor àquele momento, era um instante de cura, de renascimento e de reencontro. A prioridade era reorganizar minhas ideias. Decidi escrever, pois a escrita me daria uma direção do que fazer quando saísse de lá, tinha de valorizar aquele momento, e olhar com olhos de amor para tudo que eu estava vivendo e aprendendo. Passei a analisar melhor meus sonhos, estava determinada a melhorar e crescer internamente. Eu não podia entrar ali e sair igual, se assim ocorresse, seria como se tudo fosse em vão”, conta.
Nesse tempo recolhida, decidiu tirar lições do que estava vivendo, olhar para si, “recalcular a rota” e escreveu um livro contando com detalhes sua história de “morte”, renascimento e superação. Em sua primeira obra autoral, Janaína descreve os momentos mais difíceis de sua vida de maneira clara, direta e transparente sem vitimismo ou negatividade. E mostra que, da dor, pode-se tirar muitas lições de autoamor, inteligência emocional e desenvolvimento pessoal.
O livro “Liberdade Perseguida” será lançado pelo Selo Artêra da Editora Appris em Bragança Paulista na próxima sexta-feira, 14, às 20h, no Centro Cultural Prefeito Jesus Adib Abi Chedid, localizado na Rua Conselheiro Rodrigues Alves, 251, no Centro.
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