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Espaço Católico

Informativo da Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Catedral

Maria no Calvário

Maria esteve retirada e isolada durante o tempo feliz do ministério de Cristo, mas passou ao primeiro plano nas horas cruéis e sombrias de seu sofrimento. Com outras mulheres que se haviam aventurado a subir na colina da execução, ela observava heroicamente o terrível drama. Embora cada detalhe a comovesse tremendamente, ela não se afastou um instante sequer da brutal cerimônia. Viu as santas mulheres aproximarem-se com a mistura de vinho e mirra, destinada a adormecer seus sentidos, e o viu provavelmente rejeitá-la.

Então, de repente, os verdugos removeram suas vestes e estenderam seus membros manchados de sangue no tosco madeiro e atravessaram com cravos aquelas mãos que haviam empunhado com tanta destreza o martelo na oficina de Nazaré e que tanto haviam curado e abençoado durante sua vida pública. Para concluir, levantaram a Cruz, puseram-na em posição vertical e na abertura para isso destinada.

Então, aquilo que havia sido anunciado, a espada de pesar e dor profetizado por Simão no templo há muitos anos, penetrou mais profundamente no coração de Maria. A isso, se juntou mais um motivo de tristeza: os verdugos, depois de dividir as vestes de Jesus, jogaram dados para disputar a túnica inconsútil, aquela que, segundo a lenda, Maria tecera em Nazaré.

Os que mais odiavam Jesus começaram a desfilar ante a cruz, mofando de seu desamparo e desafiando-o a escapar. Uma misteriosa escuridão desceu sobre a Terra, e as vozes dos perseguidores soavam estranhas na penumbra. O horror da crucificação refletia-se na natureza, mas os inimigos de Cristo, cheios de ódio, não prestaram atenção.

Gradualmente, a turba foi se dispensando, e os que o amavam acercaram-se dele. Em um gesto final de amor, Jesus confiou Maria aos cuidados de João, e a designou mãe de João e de todos os fiéis, em todas as épocas.

Maria permaneceu junto a Jesus até que o desceram da Cruz. Tomou, entre seus braços, o corpo profanado e chorou amargamente, recordando sua beleza e inocência e o amor que Ele havia mostrado pela humanidade – essa mesma humanidade que o crucificara.

Cristo levado à tumba

Nessa mesma tarde, começaram os seguidores de Jesus a preparar sua sepultura. Nicodemos, que havia obtido permissão para receber o corpo de Jesus, voltou a Jerusalém, trazendo consigo uma grande quantidade de aromas para embalsamá-lo. José de Arimatéa, outro seguidor, trouxe um lençol de linho para envolver o corpo. Ao chegar ao Gólgota, tomaram com delicadeza o corpo dos braços de Maria, e o colocaram na mortalha. Então, provavelmente ajudados por S. João, levantaram a preciosa carga e dirigiram-se para a tumba que o rico José mandara preparar para si mesmo e que se encontrava em um jardim, a pouca distância do Calvário. Atrás deles, vinham, chorando, as santas mulheres: Maria Madalena, Salomé, Maria de Cleofás e a mãe de Jesus.

Maria no enterro de Jesus

A tumba de José, recentemente cavada em rocha viva, estava perto. Quando a procissão fúnebre chegou à entrada, os portadores detiveram-se e prepararam-se para embalsamar o corpo. Mas antes deles começarem, Maria abraçou mais uma vez os sagrados restos de seu filho morto. Começou, então, a preparação do corpo para a sepultura. Limparam-no completamente da poeira, suor e sangue e envolveram os membros em largas faixas de pano, derramando profusamente preciosos aromas nas dobras do linho. Finalmente, envolveram o corpo na mortalha e o colocaram na tumba.  Uma grande pedra foi assentada em sua entrada. Terminada a triste cerimônia, Nossa Senhora e os demais voltaram então a Jerusalém, provavelmente ao Cenáculo.

Transcrito da Bíblia Sagrada, traduzida pelo Padre Antônio Pereira de Figueiredo, editada em 1966, com aprovação de S. Excia. D. Jaime de Barros Câmara – Arcebispo do Rio de Janeiro

Roberto / Pascom 

Sacramento da Confirmação ou Crisma

(Continuação)

A Confirmação ou Crisma é o sacramento que transmite ao batizado o dom ou a graça do Espírito Santo. Todo batizado precisa e deve ser crismado. Pelo sacramento da Crisma, os batizados vinculam-se mais perfeitamente à Igreja e recebem especial vigor do Espírito Santo, e assim, ficam mais seriamente comprometidos, como testemunhas verdadeiras de Cristo, a difundir e defender a fé por palavras e obras (Vat. II, LG 11).

O Batismo, a Eucaristia e a Confirmação formam o conjunto dos sacramentos da iniciação cristã cuja unidade deve ser salvaguardada. Por isso, é preciso explicar aos fiéis que a recepção deste sacramento é necessária à consumação da graça batismal. Com efeito, pelo sacramento da Crisma (os fiéis) são vinculados mais perfeitamente à Igreja, enriquecidos de força especial do Espírito Santo, e assim mais estritamente obrigados à fé que, como verdadeiras testemunhas de Cristo, devem difundir e defender tanto por palavras como por obras (CIC 1285).

A origem da Crisma está no Batismo de Jesus, no Rio Jordão. Ao sair da água, Ele foi ungido pelo Espírito Santo: “Batizado, Jesus subiu imediatamente da água e logo os céus se abriram e ele viu o Espírito de Deus descendo como uma pomba e vindo sobre ele. Ao mesmo tempo, uma voz vinda dos céus dizia: ‘Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo’” (Mt 3,16-17). Este Espírito é o dom, dádiva ou presente que Jesus promete enviar à Igreja: “Mas o Paráclito, o Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos disse” (Jo 14,26).

 A administração do sacramento da Crisma aconteceu, pela primeira vez na Igreja, no dia de Pentecostes. Estavam presentes os apóstolos e algumas mulheres, entre as quais, Maria, a mãe de Jesus (At 2,1-11). Ainda na Igreja primitiva, em Éfeso, São Paulo, após o batismo de 12 homens, impôs-lhes as mãos, o Espírito Santo veio sobre eles e puseram-se então a falar em línguas e a profetizar (At 19,1-7).

O sacramento da Crisma é conferido pela unção na fronte com o óleo chamado “crisma”, bento na Missa da manhã da quinta-feira santa, e a imposição da mão do ministro ao pronunciar as palavras: “Nome..., recebe, por este sinal, o selo do Espírito Santo, o dom de Deus” (CIC 1300).

A Crisma é dada uma só vez, pois imprime na alma uma marca espiritual indelével, o caráter, que é o sinal de que Jesus Cristo assinalou um cristão com o selo de seu Espírito, revestindo-o da força do alto para ser sua testemunha (CIC 1304).

O ministro ordenado deste sacramento é o bispo da diocese e, caso se faça necessário, o padre a quem o bispo delegar este serviço (CIC 1313). Contudo, em perigo de morte, qualquer padre pode administrar o sacramento da Crisma (CIC 1314).

Na Igreja Católica, pode e deve receber este sacramento toda pessoa batizada ao atingir a idade da razão (CIC 1318). O candidato à Crisma deve professar a fé, estar em estado de graça, ter a intenção de receber o sacramento e estar preparado para assumir sua função de discípulo e testemunha de Cristo, na comunidade eclesial e nas ocupações temporais (CIC 1319). A vinculação deste sacramento com o sacramento do Batismo é expressa, entre outros atos, pela renovação dos compromissos batismais. A celebração da Crisma no decurso da Eucaristia contribui para sublinhar a unidade dos sacramentos da iniciação cristã (CIC 1321).

(Continua...)

Paulo Trujillo Moreno

Pastoral familiar e litúrgica - Paróquia de São Benedito

SANTOS DO DIA E DATAS COMEMORATIVAS

Dia 3 – Vigília Pascal / São Ricardo.

Dia 4 – Páscoa da Ressurreição / 1ª Semana do Saltério / Santos: Isidoro de Sevilha, Guier.

Dia 5 – Oitava da Páscoa / São Vicente Ferrer, São Becan.

Dia 6 – Oitava da Páscoa / Santa Pierina Morosini, Santos: Marcelino, Elstan.

Dia 7 – Oitava da Páscoa / Santos: João Batista de La Salle, Henrique Walpole.

· Dia Mundial da Saúde, Dia Nacional do Jornalista / Dom Pedro I abdica do trono em nome do filho - 1831

Dia 8 –  Oitava da Páscoa / Nossa Senhora da Penha, Santos: Edésio, Júlia Biliart, Gualtércio.

· Dia Mundial da Luta Contra o Câncer, Dia Mundial da Astronomia, Dia da Natação, Dia do Correio

Dia 9 –  Oitava da Páscoa / Santos: Cacilda, Maria de Cléofas, Acácio.

· Dia Nacional do Aço

Dia 10 –  Oitava da Páscoa / Santos: Ezequiel, Pompeu, Miguel dos Santos / Beda, o Jovem.

Dia 11 –  2º domingo da Páscoa / Santos:  Gema Galgani, Estanislau.

Festa da Divina Misericórdia

SEMANA SANTA NA PARÓQUIA

Devido à pandemia de Covid-19, as procissões pelas ruas do Centro e cerimônias religiosas na Catedral não estão sendo realizadas com a presença de fiéis. Todas as cerimônias estão sendo realizadas na Matriz – Catedral e transmitidas pelo Facebook da Paróquia e pelo YouTube.

Padre Marcelo pede que rezem para que possamos superar este momento difícil pelo qual passa o país e o mundo.

HORÁRIOS  DAS MISSAS  NA PARÓQUIA

Por causa do avanço do novo coronavírus e em determinação às medidas restritivas impostas pelo governador de São Paulo para que sejam evitadas aglomerações, esta paróquia suspendeu as celebrações presenciais das missas até o dia 11 de abril na Catedral e Igreja N. Sra. do Rosário.

Continuam pelo Facebook, meio social da paróquia, a missa de segunda-feira às 12h; a de terça-feira e sábado às 16h; a missa dominical às 8h, transmitida pela TV, no Canal Altiora; após, A Voz do Pastor; e às 19h30, a missa irradiada pela Rádio Cultura de Bragança AM 1310.

Durante o período de restrição, as igrejas ficarão abertas para as pessoas entrarem e rezarem, mas não haverá celebrações. Os padres podem receber individualmente fiéis, obedecendo as regras sanitárias do distanciamento social e o uso de máscara.

Obs.: Nas capelas, não houve retorno para celebração de missas.

REFLEXÃO

Salmo 68: “Respondei-me por vosso amor, neste tempo favorável, Senhor Deus”.      

 Pascom – Catedral

MENSAGEM

“Deus ajuntou todas as águas e deu o nome de mar, e juntou todas as graças e deu o nome de Maria”.

(São Luís de Mortfort)

Deus é verdade e amor

DEUS É AMOR

Ao longo de sua história, Israel pôde descobrir que Deus tinha uma única razão para revelar-se a ele e para tê-lo escolhido, dentre todos os povos para ser dele: seu amor gratuito (cfDt 4,37; 7,8; 10,15). E Israel entendeu, graças aos seus profetas, que foi também por amor que Deus não cessou de salvá-lo (cfIs 43, 1-17) e de perdoar-lhe sua infidelidade e seus pecados [(cf Os 2); (CIC 218)].

O amor de Deus por Israel é comparado ao amor de um pai por seu filho (cf Os 11,1). Este amor é mais forte que o amor de uma mãe por seus filhos (Is 49, 14-15). Deus ama seu povo mais do que um esposo ama sua bem-amada (cfIs 62,4-5); este amor se sobreporá até às piores infidelidades (cfEz 16; Os 11); irá até a mais preciosa doação: “Deus amou tanto o mundo, que entregou seu Filho único” [(Jo3, 16); (CIC 219)].

O amor de Deus é “eterno” (Is 54, 8): “Os montes podem mudar de lugar e as colinas podem abalar-se, mas o meu amor não mudará” (Is 54, 10). “Eu te amei com um amor eterno, por isso, conservei por ti o amor” [(Jr 31, 3); (CIC 220)].

Mas São João irá ainda mais longe, ao afirmar: “Deus é amor” (1Jo 4, 8.16); o próprio ser de Deus é amor. Ao enviar, na plenitude dos tempos, seu Filho único e o espírito de amor, Deus revela o seu segredo mais íntimo (cf 1Cor 2,7-16; Ef 3,9-12): Ele mesmo é eternamente intercâmbio de amor: Pai, Filho e Espírito Santo, e destinou-nos a participar deste intercâmbio (CIC 221).

O objetivo da publicação dos artigos do Catecismo da Igreja Católica é lembrar a todos que Deus é verdade e amor. Amando-nos com tão grande amor divino, o Senhor está disposto a atender nosso pedido desde que nos voltemos para Ele, como fez o povo de Deus, no passado.

Deus é amor. Perdoa, Senhor, nossa falta de fé.

Paulo Trujillo Moreno

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