A chance de encontrar um doador compatível é de 1 para cada 100 mil pessoas, de modo que a ampliação no número de voluntários cadastrados também aumenta a possibilidade de cura para quem precisa de transplante.
Única esperança de cura para pacientes portadores de leucemias e outras doenças do sangue, a doação de medula óssea representa, para muitas pessoas, a diferença entre a vida e a morte. A fim de contribuir com a ampliação do Registro Nacional, o Hospital Universitário São Francisco na Providência de Deus (HUSF) realiza o cadastro de doadores voluntários de medula óssea, que pode ser feito por pessoas entre 18 e 35 anos no Hemonúcleo Regional.
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Para se cadastrar, basta que os interessados compareçam ao Hemonúcleo Regional do HUSF (Av. São Francisco de Assis, 260, Bairro Cidade Universitária) de segunda a sábado, das 7h30 às 13h, portando RG, CPF e Cartão Nacional de Saúde (CNS). Na ocasião, será coletada uma amostra de sangue de aproximadamente 4 ml para identificação das características do doador, processo realizado pela Unicamp (Campinas).
O resultado dos exames será incluído no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (REDOME), terceiro maior banco de doadores de medula do mundo e responsável pelo cruzamento de dados genéticos entre pacientes e doadores. Em caso de compatibilidade, o doador será convocado para avaliação do estado de saúde e posterior doação.
“Existem duas maneiras: por punção da região da bacia, em que o doador recebe anestesia geral e os médicos retiram o material necessário; e o que chamamos de aférese, semelhante a uma doação de sangue, em que o doador, cinco dias antes, recebe uma medicação para fazer com que as células migrem para a corrente sanguínea, permitindo que os profissionais as retirem pelo sangue. Para o doador, não será nada além, no máximo, de três dias de recuperação. Mas, para o paciente, significa toda uma vida”, explicou o farmacêutico do Hemonúcleo, Vilson de Paula Silva.
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