Quem já passou pelo Lago do Taboão, em Bragança Paulista, sabe que o local é particularmente frio. Na noite dessa terça-feira, 16, então, quando a temperatura caiu consideravelmente em toda a cidade, os termômetros indicavam 11º na região.
Com esse cenário, é possível imaginar como a sensação térmica deveria estar. Mesmo assim, um grupo de populares, ainda não identificado, desafiou Waldemar Borges da Silva Filho, de 35 anos, a cruzar o lago de uma margem à outra. Se cumprisse a aposta, o homem, que a polícia informou ser morador de rua, ganharia R$ 10,00 e uma garrafa de pinga.

Waldemar pulou no lago, mas pouco tempo depois começou a se afogar. Os bombeiros e a Guarda Municipal foram, então, acionados, mas já era tarde demais. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) constatou que ele já havia morrido.
Os bombeiros tiveram de mergulhar no lago para resgatar o corpo, que estava submerso a três metros de profundidade.

A polícia informou que Waldemar fazia bicos na cidade como servente de pedreiro, mas era morador de rua. O caso será investigado como morte suspeita e o corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML).
É PROIBIDO NADAR EM LAGOS URBANOS
Além do fato de o Lago do Taboão já ter registrado inúmeras mortes de pessoas que tentaram atravessá-lo sem êxito e da temperatura extremamente fria da última terça-feira, outro fator chama a atenção. Talvez parte da população não se lembre, mas a Lei 4.425, de junho de 2014, que ainda está em vigor, proíbe a natação e a prática de esportes náuticos em lagos urbanos de Bragança Paulista.
“Não serão permitidos a natação, o banho ou a prática de esportes náuticos, com embarcações motorizadas, nos lagos e lagoas urbanas do município de Bragança Paulista, exceto em eventos monitorados por profissionais”, diz o artigo 1º.
A lei se originou num projeto de lei de autoria do vereador Marcus Valle, com a intenção exatamente de prevenir mortes por afogamento nesses locais.
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