A Igreja Católica revelou seu novo papa nessa quinta-feira, 8, pouco depois das 13h do horário de Brasília. A fumaça branca saída da chaminé da Capela Sistina, direto da sacada central do Vaticano, anunciando o encerramento do conclave e, pouco depois das 14h, veio o anúncio de “Habemus Papam”. O escolhido foi o cardeal Robert Francis Prevost, que será conhecido por Leão XIV.
Nascido em Chicago, nos Estados Unidos, Prevost tem 69 anos – é o papa mais jovem dos últimos 35 anos – e será o primeiro norte-americano a liderar a Igreja. Leão XIV é visto como um reformista, alinhado à linha de abertura implementada pelo seu antecessor Francisco, que morreu aos 88 anos, vítima de um acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca no dia 21 de abril.
Ele foi escolhido por pelo menos 89 de 133 cardeais – dentre os quais sete brasileiros –, o que representa dois terços dos eleitores do conclave. O sucessor do papa argentino na Cátedra de São Pedro é o primeiro pontífice vindo de um país de maioria protestante.
Apesar da origem norte-americana, Prevost construiu grande parte de sua trajetória religiosa na América Latina, especialmente no Peru, onde se destacou até alcançar os cargos mais altos da Cúria Romana. Ao ser eleito, ocupava duas funções importantes no Vaticano, como prefeito do Dicastério para os Bispos e presidente da Comissão Pontifícia para a América Latina.
Em seu discurso, o novo líder da Igreja Católica lembrou o Papa Francisco e saudou a “todos que precisam da nossa caridade, presença, diálogo e amor”. Ele ainda agradeceu aos seus colegas cardeais por elegê-lo e enfatizou ser um “filho de Santo Agostinho”.
Prevost era muito próximo do Papa Francisco. Frequentemente descrito como discreto e reservado, passou anos mergulhando nas “periferias”, territórios que até então eram remotos ou negligenciados pela Igreja, assim como seu antecessor. Foi Francisco quem o chamou para o governo do Vaticano.
Apesar de ser considerado da linha progressista da Igreja, ao longo dos anos, Prevost mostrou posições mais conservadores se comparadas a Francisco, principalmente em relação às questões LGBTQIA+. Assim, é visto por muitos como um “meio termo” entre os debates conservadores e progressistas da Igreja Católica Apostólica Romana.
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