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JOVEM ADVOCACIA

Golpe Pix: fique atento às novas táticas de fraude

Com o advento do Pix, os brasileiros ganharam uma nova forma prática e segura de realizar transações financeiras. No entanto, como em qualquer avanço tecnológico, surgem também indivíduos mal-intencionados que buscam explorar brechas para cometer crimes.

Como funciona:

Uma das estratégias comuns é o envio de mensagens falsas, seja por SMS, e-mail ou até mesmo por telefone, fazendo-se passar por instituições financeiras ou prestadoras de serviços conhecidas. Nesses casos, geralmente induzem a vítima a acreditar que há algum problema com sua conta bancária, solicitando informações sigilosas para “solucionar” a situação.

Outra tática é a criação de páginas fraudulentas na internet, nas quais os golpistas, enganando os usuários desprevenidos, solicitam que eles efetuem transferências bancárias.

A prevenção é o melhor caminho para evitar cair no golpe do Pix. Desconfie de mensagens suspeitas: esteja atento a erros gramaticais, endereços de e-mail desconhecidos ou números de telefone duvidosos e atenção a promoções e ofertas muito vantajosas; pode se tratar de um golpe.

Caí no golpe, o que devo fazer?

1.      Fale com o seu banco imediatamente: entre em contato com o seu banco e relate o ocorrido, anote o número de protocolo da reclamação e aguarde o retorno sobre o valor transferido.

2.      Registre um boletim de ocorrência: registre um boletim de ocorrência em uma delegacia de polícia ou de maneira on-line, pelo site da polícia civil. Forneça todos os detalhes relevantes e quaisquer provas que possam auxiliar na investigação.

3.      Notifique órgãos de proteção ao consumidor: reporte a fraude aos órgãos de proteção ao consumidor, como o Procon, para que possam acompanhar e tomar medidas adequadas contra os responsáveis.

4.      Busque um advogado especialista para te auxiliar com as perdas financeiras.

Além disso, monitore suas contas bancárias regularmente: fique atento a qualquer atividade suspeita. Verifique seus extratos e notificações de transações regularmente e relate imediatamente quaisquer atividades não autorizadas ao seu banco.

Lembre-se que, quanto mais rápido agir, maiores serão as chances de minimizar os danos causados.

É importante lembrar que instituições financeiras e empresas sérias nunca solicitam informações pessoais ou bancárias e não solicitam pagamentos antecipados para liberação de crédito. Esteja sempre alerta e ajude a disseminar conhecimento sobre o tema, para que cada vez menos pessoas se tornem vítimas do golpe Pix.

Nathalia Tezoni é advogada inscrita na OAB sob o nº 463.824, especialista em Direito do Consumidor e Direito Bancário, membro das Comissões de Direito do Consumidor e da Jovem Advocacia da OAB/SP – 16ª Subseção de Bragança Paulista.

 

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