Na manhã de sexta-feira, 27, um grupo de pessoas insatisfeitas com o fechamento do comércio devido a quarentena agendou uma carreata pelas redes sociais pedindo a reabertura do comércio e que o Decreto Municipal vigente fosse maleável.
Marcado para as 8h, apenas 13 veículos estacionaram para o encontro ao lado do muro do Estádio Mário Guilherme dos Santos (Esmaga Sapo), onde compareceram também três viaturas da Secretaria de Mobilidade Urbana, motos da Equipe ROM, três viaturas da GCM e uma viatura da Polícia Militar.
Ao Jornal Em Dia, o Secretário de Segurança e Defesa Civil, Dorival Franscisco Bertin, disse que as placas dos carros foram anotadas e que informou os organizadores do ato sobre o artigo 3, inciso 8º, do Decreto Municipal 3.226, reforçando, ainda, que caso a manifestação viesse a acontecer seriam conduzidos à delegacia.
Na redação do artigo, está "Proibido por tempo indeterminado, o uso de vias, logradouros, praças, parques e jardins públicos para realização de manifestações e atividades culturais, recreação, atividades religiosas, entre outras ações de cunho coletivo, no âmbito do Município de Bragança Paulista, como exceção de atividades da Secretaria Municipal de Saúde".
Mais tarde, às 10h, cinco carros estiveram em frente a Prefeitura pedindo a flexibilização de atividades do comércio.
Um dos organizadores disse durante a Live do vereador João Carlos Carvalho, no Facebook, que o objetivo não é fazer um ato político, mas sensibilizar o prefeito Jesus. Outros manifestantes se disseram contra o comunismo, que segundo eles, está tomando conta do país.
PRONUNCIAMENTO DA PREFEITURA:
Na coletiva online realizada na manhã desta sexta-feira, 27, a Secretária de Saúde Marina Oliveira se mostrou indignada com a carreata, que colocou em risco a população e desrespeitou os profissionais de saúde que estão trabalhando arduamente. "Abomino os que estão juntos com essa carreata, é uma vergonha um cidadão ter uma posição dessa no momento que precisamos de união e esclarecimento. Temos que avaliar o motivo desta medida de restrição, que é para preservar vidas".
A Secretaria de Saúde tem acompanhado diariamente os casos suspeitos notificados. Por fim, acrescentou que as pessoas responderão por seus atos.
"O Estado não estaria construindo mais leitos se nós não pudessemos retornar a rotina, o momento é crítico. Por favor, mão na consciência!", alertou.
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