Consultores da empresa asseguram providências e ressarcimento de valores pagos
O telefone já deixou de ser artigo de luxo há muito tempo. Sem ele não há comunicação e em casos de emergências, como chamar uma ambulância ou serviço policial, a situação fica complicada. Sem mencionar os prejuízos ao setor comercial e a produção rural. Esta realidade é vivida pelos moradores dos bairros do Campinho e Valado (zona rural de Bragança). Para a comunicação, a comunidade depende de um sistema de telefonia rural que, segundo eles, não funciona.
Inconformados com a situação, os moradores foram pedir o auxílio da vereadora Fabiana Alessandri. Na quinta-feira, 25, ela reuniu, na Câmara Municipal, representantes dos bairros, produtores rurais, comerciantes, o diretor de Assuntos Institucionais da empresa de telefonia Vivo, Antônio Marcos dos Santos e a consultora Maria Thereza Leite.
Alexandre José de Araújo, produtor de flores no bairro, contou que o problema tem mais de um ano. “Fizemos um investimento alto para a implantação, pagamos o plano mensalmente e não temos o serviço”, protestou. Ele relatou que já estiveram em São Paulo, buscando uma solução da empresa e até agora nada foi feito. “É só prejuízo. Estamos perdendo clientes”, acrescentou ao falar que até seis meses atrás também não tinham sinal de telefonia móvel nos bairros.
Antônio Marcos dos Santos confirmou que o sistema que está sendo utilizado é ultrapassado e garantiu que será feita a substituição por um mais moderno: Fixed Wirelless Terminal de telefonia fixa e móvel (FWT). De acordo com ele, a nova tecnologia garante melhor qualidade do sinal. Ele explicou que, até 15 de outubro, técnicos da empresa irão visitar as residências, farão uma substituição do equipamento e, provisoriamente, os números serão alterados, sendo que, posteriormente, o antigo número retornará.
O diretor da empresa ainda informou que os telefones mantidos com sistema de cabeamento também serão migrados para a tecnologia FWT e assegurou que todos os consumidores serão ressarcidos dos valores pagos no período em que o sistema apresentou problemas.
Fabiana Alessandri agradeceu a atenção dos representantes da empresa de telefonia, dizendo estar confiante na solução do problema, mas garantiu que se manterá alerta. “Vamos aguardar a concretização das providências assumidas junto à comunidade. A proposta parece ser positiva. Mas, se não ficar a contento dos moradores, interviremos novamente”, adiantou. “Como representantes da comunidade é nosso dever cobrar serviços de qualidade”.
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