As últimas semanas foram movimentadas para os beneficiados por dois programas desenvolvidos pela Secretaria de Ação e Desenvolvimento Social em Bragança. No último dia 30, mais de 200 pessoas puderam concluir oficialmente o 1º semestre de ações no Conjunto Habitacional Marcelo Stéfani, no Jd. Águas Claras, que ocorre em parceria com a Bonin Engenharia; já o Programa de Fortalecimento Local e Inclusão Produtiva, em parceria com o Sebrae, concluiu a 1ª fase do Programa de Inclusão Produtiva para Mulheres.
O evento para entrega dos certificados ocorreu às 18h30 na Escola Bragantina de Formação e Aperfeiçoamento (Ebrafa) e contou com a presença de autoridades municipais, em especial, a secretária municipal Sandra Teixeira e o articulador de comunidade e professor mediador do Programa de Fortalecimento Local e Inclusão Produtiva, Nando Fagundes.
ETAPAS DO “PFLIP”
O “Pflip”, como também é conhecido, é um programa que busca, por meio de uma aproximação da assistência social com a inclusão produtiva, sensibilizar os agentes públicos e fomentar parcerias para o desenvolvimento de um Plano de Ação Municipal de Inclusão Produtiva. O projeto vem sendo aplicado em Bragança, em conjunto com as cidades de Piracaia e Vargem.
Etapa 1 - Desenvolvimento humano: envolve um conjunto de ações voltadas à recepção e acolhimento do público participante, um processo de escuta humanizada, identificação das potencialidades e desenvolvimento de habilidades e capacidades que levem os participantes a alcançar trabalho e renda.
Etapa 2 - Capacitação profissional: esta etapa visa à capacitação para o trabalho e a renda, por meio de um programa que envolve cursos profissionalizantes, habilidades e competências profissionais, bem como habilidades empreendedoras.
Etapa 3 - Geração de trabalho e renda: nesta etapa, busca-se efetivar a ponte entre os participantes e o trabalho, por meio do preenchimento de vagas oferecidas por empresas e do suporte ao desenvolvimento de um negócio.
PILOTO
Com enfoque nas mulheres entre 21 e 70 anos, em suas múltiplas interseccionalidades, (cis, trans, negras, brancas, da zona rural e da zona urbana, casadas, solteiras, PCDs) Bragança realizou uma atividade piloto representando a 1ª fase do projeto. Foram selecionadas 17 mulheres que recebem de auxílio emergencial até R$ 1.000,00 e vivenciam cinco horas semanais de curso.
“A importância de focarmos nas mulheres é por entender como um público que enfrenta muitas dificuldades no mercado de trabalho e que, ao impactarmos na vida dessas mulheres, conseguimos impactar diretamente sobre a família”, explica Nando Fagundes.
Com as escolhidas, foram desenvolvidas dinâmicas socioeducativas sobre inteligência emocional. Também foi realizado um debate que tratou do que é ser mulher no mercado de trabalho e as possibilidades de empoderamento feminino.
Ao final da capacitação, algumas participantes se interessaram em abrir um MEI (Microempreendedor individual), e outras conquistaram empregos formais. Agora, a Semads busca parcerias com comércio e indústria locais para ter condições de capacitar cada vez mais pessoas.
0 Comentários