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Em Dia com o Leitor: Morador do Jd. Santa Rita pede esclarecimento público sobre corte de árvores no bairro

Além da tristeza pela devastação, motivos alegados pelos executores deixaram moradores chocados

Na manhã desta quinta-feira, Feriado de Tiradentes, moradores do Jardim Santa Rita foram surpreendidos com o corte de árvores frondosas e saudáveis no local, que, de acordo com o leitor Marcos César de Freitas, foram reduzidas a tocos ou sofreram podas devastadoras, mesmo estando com frutos prestes a amadurecer.

O que restou de árvores de 50, 60 e até de 90 anos

Conforme aponta o leitor em e-mail enviado ao Jornal Em Dia, a ação deixou moradores inconformados. Entretanto mais chocados ainda ficaram diante dos motivos alegados pelos trabalhadores que executaram os serviços, pois ao serem indagados sobre a ação, responderam que receberam a ordem de cortar as árvores porque existiam pessoas dormindo embaixo delas e, além disso, estariam atrapalhando o trânsito.

Diante dos fatos, perplexo e indignado, o leitor pede esclarecimento público.

“Prezados(as) Senhores(as):

Ao tempo em que os saúdo mui respeitosamente peço, por gentileza, a imprescindível colaboração da imprensa para a elucidação das questões abaixo:

 PEDIDO PÚBLICO DE ESCLARECIMENTO:

A conservação e a zeladoria de uma cidade são atividades complexas que exigem conhecimento técnico, planejamento, execução cuidadosa e, acima de tudo, compromisso com duas premissas.

A primeira: a conservação de uma cidade não pode agravar assimetrias sociais, com medidas que resolvem questões pontuais à custa da preterição de populações empobrecidas.

A segunda: a conservação de uma cidade está diretamente ligada à preservação ambiental.

Sobre esta segunda, como cidadão morador desta cidade, apresento um pedido público de esclarecimento:

Na manhã do dia 21/04/2022, o Bairro Jardim Santa Rita sofreu forte agressão ambiental.

Árvores frondosas, saudáveis, foram cortadas, resultando dessa poda ostensiva pequenos “tocos” quase à altura do chão.

A poda é necessária e faz parte das estratégias de preservação e conservação ambiental. Não foi o que ocorreu, pois árvores frutíferas foram reduzidas em locais que não demandavam poda, pois não interferiam no trânsito, na iluminação pública, tampouco na fiação. Estavam com frutos que restaram destruídos no chão.

Árvores com décadas foram destruídas de modo que onde havia pequena praça restou pequeno descampado.

De modo muito respeitoso, como moradores e cidadãos, pedimos aos executores que nos explicassem o que estava acontecendo e, principalmente, qual o critério de intervenção.

As respostas foram chocantes. Cito literalmente:

“Recebemos ordem de cortar as árvores porque pessoas estão dormindo embaixo”...

“Árvores atrapalham o trânsito” (em local com fluxo diminuto de carros).

O vereador (...) [omito o nome até confirmação da veracidade] recebeu o pedido de um morador e pediu o serviço.

Árvores saudáveis, com portes desenvolvidos em décadas, em locais adequados, com expressiva e diversificada população de pássaros que as têm como referência e nicho, foram cortadas com base nesses argumentos?

É verdade que um vereador quis e conseguiu que o Poder Executivo levasse a efeito essa destruição?

Quais foram os critérios para que esse trabalho fosse realizado tal como foi?

Cidadania é também recusar a indiferença e a omissão.

Respeitosamente, sinto-me no direito de pedir um esclarecimento público às autoridades responsáveis.

Bragança Paulista, 21 de abril de 2022.

Professor Marcos Cezar de Freitas

Universidade Federal de São Paulo”

Engenheira agrônoma, residente no bairro, afirma que o líquido branco revela que a poda foi realizada muito abaixo de onde deveria

Galhos com nêsperas, as famosas ameixas amarelas, restaram espalhados pelo chão

 

 

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