
Na segunda-feira, 25, os ministros Luís Roberto Barroso e Luiz Edson Fachin tomam posse como presidente e vice-presidente, respectivamente, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em razão das medidas de distanciamento social adotadas diante da pandemia provocada pelo novo corona-vírus, o evento será realizado às 17h, de forma inédita no tribunal, com uma mesa virtual de autoridades.
Somente estarão presentes no Plenário do TSE a atual presidente da corte, ministra Rosa Weber; os ministros Barroso e Fachin, que tomarão posse em seus cargos; e o ministro Luis Felipe Salomão, escolhido para dar as boas-vindas ao novo presidente em nome da corte. Todos os cuidados necessários serão tomados para garantir a segurança dos presentes e respeitar as medidas sanitárias. Assim, os ministros estarão a mais de dois metros de distância um do outro e adotarão as recomendações para proteção de todos, sem a participação de convidados e plateia.
Todo o evento será transmitido ao vivo pelo canal do TSE no YouTube e pela TV Justiça.
A nova gestão comandará o TSE até fevereiro de 2022, quando se encerrará o segundo biênio do ministro Barroso como membro da Corte Eleitoral. As próximas eleições municipais serão conduzidas pelo novo presidente, que também ficará responsável pelos preparativos das próximas eleições gerais, considerando que o planejamento de um pleito começa quando o outro termina.
ADIAMENTO DAS ELEIÇÕES 2022
No início desta semana,o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmou que irá criar um grupo de trabalho, com deputados e senadores, para tentar adiar o calendário das eleições municipais, marcadas para outubro deste ano. Segundo Rodrigo Maia, a mudança é necessária devido ao avanço da pandemia da Covid-19 no Brasil. A ideia do grupo que será firmado postergará datas, mas isso será discutido com o ministro Luís Roberto Barroso, que assume a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na próxima segunda-feira, 25. Uma das propostas que já circula entre os parlamentares é adiar o primeiro turno para o dia 15 de novembro e deixar o segundo turno para o início de dezembro.
FILIAÇÃO PARTIDÁRIA – TSE
Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), na última segunda-feira, 18, terminou o prazo para apresentação de resposta por filiados e partidos envolvidos em duplicidade de filiação. Já na próxima quinta-feira, 28, é a data limite para decisão das situações sub judice.
E, no dia 8 de junho, encerra-se o prazo para o registro das situações no sistema do TSE.
Pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro é entregue à Câmara dos Deputados

Um grupo de sete partidos da oposição – PT, PCdoB, PSOL, PCB, PCO, PSTU e UP– protocolaram, na manhã de quinta-feira, 21, um pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à Câmara dos Deputados. Esse é o primeiro pedido de impeachment em que há a união de partidos. Outros pedidos foram entregues, mas por iniciativas individuais de parlamentares que pediam a saída de Bolsonaro da Presidência. Além dos partidos, mais de 400 entidades e movimentos sociais, como o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, assinam o pedido de impedimento do presidente.
O documento acusa Bolso-naro de cometer crimes de responsabilidade, atentar contra a saúde pública e arriscar a vida da população pelo comportamento à frente da pan-demia do coronavírus, dentre outros crimes.
Com medo do impeachment, Bolsonaro tenta obter o apoio do MDB

O Palácio do Planalto, preocupado com o aumento da pressão nas redes sociais para a abertura de um processo de impeachment do presidente Jair Bolsonaro, começou, nesta semana, a articulação para obter o apoio, mesmo restrito do MDB (Movimento Democrático Brasileiro), partido do ex-presidente Michel Temer.
Ao fazer acordo com a turma do “centrão”, Bolsonaro já considera ter 172 votos na Câmara, segundo ele, número suficiente para evitar a abertura de um processo de impeachment. O governo bolsonarista busca agora conquistar o apoio dos 34 eme-debistas para ter folga nas eventuais votações.
Deputado federal Luiz Lauro Filho falece aos 41 anos

A semana começou triste para a política brasileira, principalmente para a região de Campinas. Na última segunda-feira, 18, o deputado federal Luiz Lauro Filho (PSDB-SP) morreu, aos 41 anos, após sofrer um infarto. Segundo os familiares do parlamentar, ele foi socorrido e chegou a ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital Centro Médico, de Campinas, onde passou por uma cirurgia de emergência no coração, mas sofreu duas paradas cardíacas depois da operação e veio a óbito no início da tarde.
Luiz Lauro Filho estava em seu segundo mandato de deputado federal. Ele começou como suplente em dezembro de 2019, e há pouco mais de dois meses, assumiu a cadeira do ex-deputado Luiz Flávio Gomes (PSB-SP), que morreu em 1º de abril. Entre 2011 e 2014, foi vereador em Campinas. O parlamentar era filho do ex-vereador e ex-deputado estadual Luiz Lauro e sobrinho do prefeito de Campinas, Jonas Donizette (PSB).
Nas eleições de 2016, o deputado Luiz Lauro Filho, à época no PSB (Partido Socialista Brasileiro), fez dobradinha na Região Bragantina com a então candidata a deputada estadual por Bragança, Camila Marino, que também era do PSB. Em Bragança Paulista, Luiz Lauro teve 435 votos.
Rodrigo Maia pede para Bolsonaro se afastar

Sem máscara, e depois de ter coçado o nariz por várias vezes, Jair Bolsonaro tenta se aproximar do deputado federal Rodrigo Maia, e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que pedem para o presidente se afastar. O fato desagradável aconteceu na quinta-feira, 21, em uma reunião realizada em Brasília por vídeo com os governadores.
Vai para o presidente Jair Messias Bolsonaro e para o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. No pior dia da pandemia, em que o Brasil superou o número de mil mortes por coronavírus em 24 horas, as duas principais lideranças do país, que polarizam a política brasileira, não se mostraram muito preocupadas com a tragédia causada pela Covid-19.

Em entrevista à Carta Capital, na última terça-feira, 19, por vídeo, o ex-presidente Lula disse que “ainda bem que a natureza criou esse monstro chamado coronavírus, porque esse monstro está permitindo que os cegos enxerguem e que os cegos comecem a enxergar que apenas o Estado é capaz de dar solução a determinadas crises”. O petista reconheceu que fez uma declaração infeliz e, no dia seguinte, em uma live pediu desculpas ao povo brasileiro.

Já o presidente Bolsonaro, que deveria, mais do que qualquer outro político, demonstrar respeito às milhares de famílias em luto aproveitou uma live com o jornalista Magno Martins para fazer piada dizendo: “Quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda toma Tubaína”. Lamentável e inaceitável!
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