Zona Norte aguarda duplicação da Avenida Atílio Menin

A Avenida Atílio Menin, via arterial de acesso a bairros como Jardim Águas Claras, Jardim Lago do Moinho, Henedina Cortez, Bragança F e Menin, aguarda o término das obras que foram iniciadas há sete anos.
A empreitada começou na gestão do ex-prefeito Fernão Dias e deveria ser entregue pela Secretaria Municipal de Obras em agosto de 2015, para garantir a mobilidade necessária ao cumprimento do TAC (Termo de Ajuste de Conduta) na Zona Norte, imposto pelo Ministério Público, que congelava a construção de novos loteamentos no município sem a revisão do Plano Diretor.
Na época, estavam sendo implantados no entorno os loteamentos Residencial Conceição do Jaguari, Jardim Pérola, Recanto dos Pássaros e Residencial Bela Manhã, os quais acarretariam um aumento de circulação de pessoas, em um total de 4.767 lotes.
Com o novo Plano Diretor elaborado pela gestão do prefeito Jesus Chedid e acompanhado pela Promotoria do Meio Ambiente, a Administração Municipal poderá retomar as obras que desafogarão o trânsito. A Secretaria de Planejamento informou que, por enquanto, nenhum loteamento foi aprovado pela Prefeitura naquela região.
A avenida ainda traz perigo para os motoristas, com o afunilamento no entroncamento com a Rua Jorge Pereira de Lima, que sobrecarrega o fluxo de veículos. Pelas manhãs, caminhões carregados das firmas fazem manobras que interditam a pista e congestionam o trânsito; pedestres são obrigados andar em trechos sem calçadas; para esperar os ônibus as pessoas ficam à mercê do sol e chuva sem abrigo e falta iluminação no trecho de curva próximo à fábrica de batatas. O local também tem postes no meio do asfalto que nunca foram realocados e serão instalados no canteiro central da avenida quando as obras forem retomadas.
À Coluna Direto da Redação, a Prefeitura afirmou que há um projeto para continuar as obras, a ser realizada em três etapas: conclusão do trecho iniciado e abandonado na gestão anterior, aguardando recursos; duplicação do trecho entre a Rua Domingos Sacrini e a Av. Alziro de Oliveira, etapa que demanda desapropriações e necessitará de tratativas entre os proprietários dos galpões e a extensão entre a Av. Alziro de Oliveira até a Av. dos Imigrantes, ainda em fase de projeto.
Como os trabalhos ficaram pela metade, ainda falta readequar o trânsito da região, conforme explicação da Secretaria de Obras, como o cruzamento e infraestrutura da Av. Atílio Menin com a Av. Antônio Pierotti até a altura da Rua dos Íris, no Jardim Lago do Moinho; da Rua dos Íris à Rua Domingos Sacrini falta a implantação de galeria de águas pluviais, asfaltamento, guias, sarjeta e sinalização; da Rua Domingos Sacrini à Avenida Alziro de Oliveira haverá desapropriações e duplicação da via; por fim, da Avenida Alziro de Oliveira à Avenida dos Imigrantes, ainda está em estudo o traçado de via que exigirá desapropriação de terrenos para implantação de nova via.
A Avenida Atílio Menin é um dos principais eixos de ligação entre o Centro e a Zona Norte. Com o crescimento popula-cional após implantação de Conjuntos Habitacionais Hene-dina Cortez, Vereador Adílson Leitão Xavier e, recentemente, o Bragança J, os moradores da região necessitam cada vez mais de infraestrutura adequada para locomoção.
Casos de Covid-19 em Bragança devem aumentar; entenda o por quê
A Coluna Direto da Redação recebeu informações que a Prefeitura adquiriu 10 mil testes rápidos para continuar o que já está fazendo nos últimos dias, testar pessoas que estiveram nos UPAs com sintomas de Covid-19, mas que não foram testadas na época e mandadas para casa. Algumas dessas pessoas apresentarão o anticorpo, ou seja, já tiveram e estão em estágio de recuperação. Por isso, os números vão aumentar nos próximos dias. Além disso, a Prefeitura também vai começar a testar frentistas, coveiros, caixas de supermercado e pessoas que trabalham na linha de frente.
Prefeitura decreta ponto facultativo na sexta-feira, 12 de junho
Na próxima quinta-feira, 11, é feriado de Corpus Christi, sendo assim, a Prefeitura de Bra-gança Paulista declarou ponto facultativo nas repartições municipais na sexta-feira,12. Dessa forma, o expediente nas repartições municipais irá funcionar até quarta-feira, 10, e o atendimento volta a funcionar normalmentena segunda, 15. Vale ressaltar que apenas os serviços essenciais, como forças de segurança e atendimento de urgência e emergência dos serviços de saúde funcionam normalmente durante o ponto facultativo, inclusive no feriado. O Decreto n°3.291, foi publicado na quinta-feira, 4 de junho na Imprensa Oficial eletrônica do município.
Servidores municipais ficam sem reajuste salarial em 2020 e 2021

Nesta semana, a reportagem conversou com o presidente do Sindicato dos Servidores e Trabalhadores Municipais de Bragança Paulista e Região (Sismub), Carlos Alberto Martins de Oliveira, para saber como ficou a situação do reajuste salarial os servidores municipais de Bragança Paulista.
De acordo com o presidente, conhecido como Carlão, o aumento dos servidores, que era para ser repassado no mês de maio, está suspenso até 31 de dezembro de 2021.”Infelizmente, por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), tivemos o decreto federal que declarou calamidade pública, que foi seguido nos estados e municípios. Infelizmente, não existe nenhuma possibilidade jurídica de rever essa situação. E nós, do sindicato, estamos de ‘mãos atadas’, sem poder fazer nada para ajudar os funcionários públicos”, disse.
Vale ressaltar que, neste ano, os servidores pleiteavam um reajuste de 4% nos salários, além de reajuste do vale-alimentação e critérios para uso das faltas abonadas. Sendo assim, mais uma vez, os servidores municipais foram os mais prejudicados, pois ficaram sem reajuste salarial em 2020 e 2021.
Comerciantes que aderiram à retomada do comércio devem realizar cadastro
Informações serão utilizadas para definir políticas de reforma econômica
A Administração Municipal divulgou, nessa quarta-feira, 3, que os comerciantes que aderiram ao Plano de Retomada das atividades no município devem fazer um cadastro no site da Prefeitura (www.braganca.sp.gov.br) para informar a avaliação das condições econômicas e trabalhistas atualizadas de cada empresa e a capacidade de atendimento (número de pessoas) de cada estabelecimento e coleta de dados para elaboração de políticas direcionadas à reforma econômica do município.
Segundo a Secretaria Municipal de Governo, Desenvolvimento Econômico e Inovação (SMGDEI), o cadastro faz parte da primeira etapa do plano municipal e deve ser feito até o dia 8 de junho.
No site constam as informações: mapa da zona vermelha, escala de abertura do comércio, protocolo geral para abertura, dados de outros setores (parques municipais, terminal rodoviário, teatro e cinemas, Red Bull Bragantino, escolas, faculdades e Poupatempo), cadastro para as atividades especiais e horário de funcionamento. Para informações ou dúvidas, a SMGDEI disponibiliza o número de WhatsApp: (11) 4034-7003 (apenas para mensagens de texto).
Dia Nacional da Liberdade de Imprensa - 7 de junho

Duas palavras simples. É algo corriqueiro para quem nasceu após 1980. Saia e pergunte para qualquer pessoa com menos de 45 anos, se ela conhece algum jornalista censurado, algum jornal fechado por expor a verdade, ou alguém morto por informar?
Se voltarmos na história, lembraremos o nome de Wladmir Herzog, um nome que se tornou símbolo da luta pela liberdade de imprensa dos anos 1970.
A imprensa foi alvo da censura durante a ditadura instaurada pelo golpe civil-militar de 1964, que assumiu múltiplas formas: a lei da imprensa de 1967, a censura prévia, em 1970, a autocensura.
A Lei de Imprensa foi o primeiro ato da ditadura para proibir a população de se informar, a censura prévia é descarada e perversa. A autocensura representa a aceitação a imoralidade e o medo. Qualquer que seja a lei, ou o nome da lei, o que se visa é a desinformação.
Um exemplo simples, num país onde se comemora a Lava-Jato e tudo pode ser escancarado, vazado, ampliado e até inventado é a Ponte-Rio Niterói, feita pelos militares no auge da ditadura. O jornal que denunciou que a obra já estava custando 17 vezes mais que o contrato original, nunca mais falou nada.
Mas os grandes exemplos são conhecidos e na dúvida basta digitar “censura na ditadura” no Google. Simples, não é mesmo?
A censura afetava também os jornais de interior e esses não tinham saída e nem eram ouvidos, por serem pequenos não geravam interesse. Nos anos 1970, a distribuição do papel de jornal era comandada por militares, que vendiam em grande quantidade e excluíam aqueles de baixo poder aquisitivo. Esses excluídos eram obrigados a comprar dos maiores, esses ligados ao governo e com verbas federais, atuavam como censores locais e comandavam a imprensa no interior.
Para fugir do cerco dos censores de jornais de grande circulação, Folha, Estadão, Globo, Jornal do Brasil, Última Hora, entre outros, os jornalistas precisavam criar a imprensa alternativa, que dependia mais de vendas do que propaganda e esses se mantinham quase livres, como o Pasquim, Movimento, Opinião, entre outros, mas o destino era sempre o mesmo, ou seja, o “empastelamento”. Palavra comum na época.
Empastelamento: consiste na forma violenta de impor o silêncio de um jornal ou publicação noticiosa pela destruição de seus equipamentos de tal forma que o jornalista Alberto Dines o comparava como sendo o linchamento aplicado a um meio de imprensa.
Assim, a censura serviu para cercear periódicos de grande circulação como Última Hora e Correio da Manhã e os da imprensa alternativa ou nanica, como Opinião, Movimento, Em Tempo, Pasquim, e calou aqueles que veiculavam posições contrárias ao regime ou à ordem capitalista.
O jornalista Herzog virou exemplo ao ser morto nos quartéis da ditadura, mas ao longo do tempo, conheci pessoalmente vários outros que foram censurados, demitidos, exilados, torturados, como Henfil, Tárcio de Castro, Millôr, Jaguar, Ziraldo, Veríssimo e mais uma centena, que nem lembro agora.
Hoje, podemos ler a verdade e até acreditar na mentira, mas ontem muitos morreram pelo direito de escrever, fotografar e divulgar a verdade.
Lembrem-se disso, quando nas redes sociais, deixarem de acreditar naqueles que lutaram pelo seu direito de saber e passarem a dar crédito ao Zé Mané, que publicou a fake news. O Brasil não pode voltar ao tempo de mentira.
Antônio Sonsin – Escritor e Fotógrafo
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