Fotos: Divulgação
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Saúde

Dezembro Vermelho atenta para a importância da prevenção e detecção precoce do HIV

Programa Municipal IST, HIV/Aids e Hepatites Virais realiza ações permanentes de combate à doença

O Dezembro Vermelho é marcado por uma grande mobilização nacional em combate ao vírus HIV, à Aids e outras ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), chamando a atenção para a prevenção, a assistência e a proteção dos direitos das pessoas vivendo com HIV.

A campanha é composta por um conjunto de atividades e mobilizações relacionadas ao enfrentamento ao HIV/Aids e às demais ISTs, em consonância com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), de maneira integrada com a administração pública, entidades da sociedade civil organizada e órgãos internacionais.

Em Bragança Paulista, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Programa Municipal IST, HIV/Aids e Hepatites Virais, realiza ações permanentes para oferecer suporte aos portadores dessas doenças. Atualmente, possui 555 pessoas cadastradas no serviço. “O atendimento é realizado pela equipe multiprofissional com diversos especialistas como: enfermeiro, nutricionista, assistente social, psicologia, terapia ocupacional, ginecologia, fonoaudiologia, equipe de enfermagem e médico infectologista”, conta Mariana Quilici, enfermeira coordenadora do programa.

De acordo com Mariana, o programa ainda atua na área de prevenção às IST/Aids e hepatites virais, com incentivo à testagem, oferta da Profilaxia Pós-exposição Sexual (PEP), Profilaxia Pré-exposição Sexual (PEP) e autoteste de HIV, além de trabalhar com as populações-chaves, como profissionais do sexo, usuários de drogas, pessoas privadas de liberdade, homossexuais, travestis e transexuais. “Atuamos também na área da assistência às pessoas com essas morbidades, oferecendo tratamento e acompanhamento com os profissionais necessários”, relata.

Desde janeiro deste ano até o momento, Mariana explica que foram diagnosticados 11 casos de Aids e 12 casos de HIV (o vírus que, se não tratado, leva à Aids). “A epidemia do HIV é uma epidemia concentrada em populações mais vulneráveis e Bragança segue esse perfil, sendo que mais de 50% dos diagnósticos realizados foram entre jovens homens que fazem sexo com homens”, pontua.

Para mobilizar ações de conscientização, prevenção e combate ao estigma e discriminação de pessoas vivendo com HIV, o programa está ofertando testagem rápida para diagnóstico de HIV e sífilis, em alusão à campanha Dezembro Vermelho. “Estamos realizando diversas ações extramuros, com testagem em diferentes pontos da cidade como Mercado Municipal, Posto de Monta, Feira do Rolo, Centro de Ressocialização e Rodoviária Velha”, comenta.

Além disso, estão disponíveis, permanentemente, os testes rápidos em todas as unidades de saúde do município e no Centro de Testagem e Aconselhamento, que fica localizado no segundo andar do Centro de Saúde Dr. Lourenço Quilici, no Lavapés.

Em caso de diagnóstico positivo, Mariana diz que a orientação é procurar o atendimento para “iniciar rapidamente o tratamento e impedir a evolução da doença, tendo assim uma boa qualidade de vida”. O programa foca, ainda, na divulgação dos sintomas das IST’s para que as pessoas saibam reconhecê-los caso apresentem algum sintoma. “Diagnóstico e tratamento imediato são fundamentais para interromper a cadeia de transmissão”, completa.

Para a enfermeira, desde a descoberta da Aids, que antes era vista como uma “sentença de morte”, houve diversos avanços. “Os principais são as tecnologias de prevenção contra o HIV com as quais hoje podemos contar, além dos preservativos masculino e feminino, com a Prep, a PEP, a testagem rápida para o HIV, e o termo I=I (indetectável = intransmissível), que significa que quando a pessoa trata o HIV e está com carga viral indetectável há mais de seis meses não transmite HIV para outra pessoa por relação sexual”, enumera, afirmando que o que falta conquistar “é a discriminação zero em relação à raça/cor, identidade sexual e ao HIV. Garantir os direitos de acesso à informação, tratamento e assistência a pessoas marginalizadas da sociedade”.

Nesse sentido, ações como o Dezembro são essenciais para elucidar o assunto. “A campanha traz à tona as discussões sobre combate à discriminação, garantia de direitos e a importância da testagem para um diagnóstico precoce. E o maior objetivo é que essas informações cheguem ao maior número de pessoas, principalmente àquelas mais necessitadas sem acesso aos serviços de saúde”, defende.

A disseminação de informações é fundamental para a prevenção das ISTs, em especial, o HIV. “A maioria das pessoas não conseguem identificar uma situação de risco para pegar HIV. A informação faz a diferença nesse momento. Se a pessoa consegue identificar que teve ou tem um risco para pegar HIV por relação sexual ou por uso de drogas injetáveis, ela procura um atendimento para diminuir esse risco ou mesmo anular o risco”, pondera.

Às pessoas que contraíram o vírus, a campanha ressalta a importância do tratamento adequado. “O tratamento é de grande importância para o controle da doença e garantia de uma excelente qualidade de vida para essas pessoas. A medicação hoje é simples de tomar e quase não tem efeito colateral”, ressalta.

Por isso, ela enfatiza que é essencial que a população “fique sabendo” sobre sua sorologia. “Ainda temos uma grande parte da população que nunca se testou para o HIV. Se você é uma delas, procure uma unidade de saúde para fazer o teste. O resultado é rápido, cerca de 20 minutos e vai fazer uma grande diferença na sua vida 'ficar sabendo'", encerra.

 

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