Com a chegada do outono, as doenças respiratórias costumam aumentar em até 40%, o que pode levar à confusão das enfermidades
Hoje, um simples espirro ou sensação de mal-estar podem ser suficientes para despertar o medo da contaminação por Covid-19. Segundo a Associação Brasileira de Otorrinola-ringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (Aborl-CCF), as doenças respiratórias costumam aumentar em até 40% no outono, podendo levar as pessoas a confundirem ainda mais as patologias e sintomas.
As doenças respiratórias da atual estação são divididas em dois tipos: infecciosas (gripes, resfriados e sinusites) e as imunológicas (rinites ou outras de quadro alérgico). O especialista alerta que o ideal é prevenir para não precisar remediar. “Maus hábitos podem facilitar a transmissão de vírus e bactérias. Enquanto ambientes mal ventilados facilitam o contágio por via aérea, o compartilhamento de objetos estimula a transmissão por contato direto ou indireto com o infectado”, informa o otorrino-laringologista, professor Dr. Eduardo Baptistella, presidente da Aborl-CCF.
COMO DIFERENCIAR AS PRINCIPAIS DOENÇAS DO OUTONO
Covid-19: É provocada pelo coronavírus denominado SARS-CoV-2. Nos casos leves a moderados, os sintomas apresentados são principalmente febre, tosse seca, cansaço e perda de paladar ou olfato. Os sintomas mais graves envolvem a dificuldade de respirar ou falta de ar, dor ou pressão no peito e perda de fala ou movimento.
Resfriado: É causado por vírus, como rinovírus, adeno-vírus, coronavírus (não Covid-19). Apresenta sintomas como nariz entupido, coceira no nariz, espirros e mal-estar.
Gripe: É provocada pelo vírus influenza. Apresenta os mesmos sintomas do resfriado adicionados à febre e dores pelo corpo. Pode acompanhar dor de garganta e tosse.
Rinite: É causado por quadro alérgico mediante o contato com poeira, animais ou mudanças climáticas. Apresenta sintomas como nariz entupido, coceira no nariz e espirros. Não acompanha febre ou mal-estar.
Sinusite: É uma infecção dos seios da face provocada por vírus ou bactéria. Apresenta sintomas como secreção nasal, dores de cabeça, febre, tosse e dores no corpo.
QUANDO PROCURAR UM ESPECIALISTA
Cabe ao médico otorrinola-ringologista classificar e avaliar o melhor tratamento ao paciente de maneira personalizada, independentemente da doença.
“Em caso de febre, dores no corpo, coriza ou dores de cabeça frequentes, procure imediatamente um médico otorrino, seja via telemedicina ou consulta presencial. Nunca se automedique, seja com sprays nasais ou comprimidos, pois os descongestionantes levam não só ao efeito-rebote, como também ao desenvolvimento de outras doenças, como cardíacas, de pressão arterial, glau-coma, perfurações septais e sangramentos no nariz”, finaliza o médico.
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