Durante coletiva de imprensa, realizada online por meio do Facebook da Prefeitura, na sexta-feira, 27, a secretária de Saúde, Marina Oliveira, confirmou mais uma morte por suspeita do coronavírus no município, que ocorreu na noite de quinta-feira, 26. Trata-se de um homem de 39 anos que sofreu um acidente de moto no dia 23 de março e teve alta no mesmo dia. Ele começou a tratar sintomas de pneumonia em casa, apresentou piora e foi internado na Santa Casa às 12h de quinta-feira, 26. No entanto, às 23h, já na UTI, não resistiu e faleceu.
Ainda na quarta-feira, 25, um idoso de 69 anos, que já tinha doença pulmonar crônica, faleceu em decorrência de choque séptico, provocado por uma infecção generalizada. O caso foi notificado como suspeita da doença.
Com este caso anunciado na manhã de sexta-feira, 27, sobe para quatro o número de pessoas que faleceram com suspeita da Covid19. Na cidade, há 51 casos notificados, sendo 39 aguardando resultados de exames, oito descartados e quatro confirmados.
Segundo a secretária, há nove pessoas nas UTIs. Na Santa Casa, são dois homens de 79 e 63 anos e três mulheres, de 73, 34 e 66 anos. No Husf há um homem de 56 anos e no Hospital Bragantino dois homens de 54 e 52 anos e uma mulher de 61. Nas enfermarias, há duas pessoas internadas na Santa Casa e mais dois pacientes que tiveram diagnóstico confirmado em isolamento domiciliar.
Por enquanto não há confirmação de nenhum caso pelo Instituto Adolfo Lutz. Enquanto isso, os pacientes seguem internados, em isolamento nas enfermarias ou em domicílio. “O número de pessoas em UTIs é preocupante, ainda aguardamos os resultados dos exames e enquanto isso estamos trabalhando em torno das famílias desses pacientes”, informou Marina.
A secretária explicou que o prefeito Jesus Chedid tem empregado esforços para viabilizar junto ao Departamento Regional de Saúde VIII, em Campinas, a compra de 10 leitos hospitalares no Hospital Bragantino para atender também as cidades vizinhas. “Os dois hospitais que atendem o SUS em Bragança Paulista (Santa Casa e Hospital Universitário São Francisco) têm 415 leitos, destes, 221 são destinados ao SUS. Há 55 leitos de UTI, sendo 29 destinados aos pacientes do SUS”, informou.
Os três leitos do Hospital Bragantino que a Prefeitura adquiriu com recursos próprios custam diariamente R$ 1.800,00 aos cofres municipais.
Pronunciamento do prefeito - O prefeito Jesus Chedid fez um pronunciamento rápido. Pediu cautela, precaução e cuidados necessários. “Estamos ouvindo as decisões do governo estadual, federal e outros municípios e a Prefeitura está buscando fazer a parte dela. Agradeço a população e aos servidores públicos que colaboram, sobretudo os da Saúde, Segurança e Desenvolvimento Social.”
O prefeito disse que agora é um momento de levar tran-quilidade e recolhimento. “Temos que ter consciência que estamos numa crise difícil e alguns países estão piorando, tudo indica que teremos um crescimento desta crise. Na própria China estão começando a superar. Tenhamos fé em Deus e vamos pedir pela humanidade”, disse o prefeito.
Outras dúvidas foram sanadas pela secretária de Saúde durante a coletiva online. Foi informado que a Prefeitura solicitou a chegada de cinco médicos do Programa Mais Médicos, visto que os que estavam trabalhando na cidade desistiram das vagas para fazer residência.
Outra doença importante que não pode fugir aos olhos das autoridades é o combate à dengue. Segundo Marina, os agentes de saúde estão visitando as casas dando orientações. Ao munícipe que desconfiar se de fato a pessoa que se apresenta é servidora da Prefeitura, ela pediu para que entre em contato com a Secretaria de Saúde para verificação.
Brasil - O número de pessoas confirmadas com o coronavírus (Covid-19) no Brasil subiu para 3.417 casos e a quantidade de mortes chegou a 92, dados registrados até a tarde de sexta-feira, 27. No estado de São Paulo são 68 mortos. O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que o número de casos está dentro do que foi previsto.
“A gente está só no início. A gente tem 30 dias do primeiro caso. Nós estamos iniciando a subida. Essa subida leva algumas semanas, nós temos as nossas projeções e vamos ver se essas projeções vão bater. A gente sempre tenta se antecipar aos problemas para 30 dias e ver quais são as recomendações que a gente acha que sejam necessárias”.
Confira as perguntas respondidas durante as coletivas desta semana com a Secretária de Saúde Marina Oliveira:
Quando termina a quarentena?
Não há prazo para término da quarentena. As autoridades das esferas municipais, estadual e federal aguardam os cientistas acharem vacina ou medicamentos o quanto antes.
Qual é o prazo para o Instituto Adolfo Lutz enviar os resultados dos exames?
Não há prazo estabelecido para liberação dos resultados. As análises são divulgadas online.
Quem pode usar máscaras e luvas?
Apenas pessoas que trabalham diretamente com o público estão aconselhadas a utilizar máscaras e luvas. Cada estabelecimento deve adotar medidas para evitar aglomeração.
Vale ressaltar que ao ir à unidade de saúde e ser identificado com síndrome gripal, o paciente ganha uma máscara e é orientado a ficar em casa. Pessoas que estão saudáveis e precisam trabalhar na rua não necessitam utilizar máscara.
Como pessoas em situação de rua estão sendo assistidas?
A Secretaria de Ação e Desenvolvimento Social está oferecendo no Albergue Municipal uma tenda do lado de fora (para não haver contaminação), onde as pessoas são alimentadas, e recebem outras orientações de prevenção.
Haverá medidas econômicas para ajudar o comércio e trabalhadores autônomos?
Um comitê com os secretários Municipais e o prefeito Jesus Chedid foi formado para definir estas questões. Assim que algo for definido será divulgado pela Prefeitura.
Há estratégia de enfrentamento com outros municípios da Região?
Todos os dias tenho trocado informações com os 11 secretários de saúde dos municípios da Região Bragantina para atualização e combate ao contágio do vírus.
O Decreto Municipal continua vigente?
Sim. Há fiscais das Secretarias de Mobilidade Urbana, Segurança e Defesa Civil e de Posturas no comércio fiscalizando e orientando os comerciantes.
Para denunciar estabelecimentos que não estão operando de acordo com o Decreto Municipal ou tirar dúvidas sobre saúde, a Prefeitura de Bragança Paulista abriu um canal de comunicação gratuito com a população.
O contato com a Central de Atendimento ao Público pode ser feito através do número 0800 580 0678, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.
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