Nesta semana, a coluna homenageia o apóstolo São Tiago, cujo dia foi celebrado na última quinta-feira, 25 de julho. Vamos deixar registrado aos leitores e para posteridade um pouco da história desta que lhes escreve e do chá de frutas que criei para servir aos peregrinos, que, desde o ano de 2006, começaram a ter mais uma parada no Caminho Ecológico de São Tiago de Bragança, na minha propriedade, o Sítio São João Batista, no Bairro do Bom Retiro dos Mourão.
A caminhada oficial teve início no ano de 2003, com um grupo de amigos que definiram o domingo mais próximo ao dia do santo para fazê-la e eu participei de algumas. No ano de 2006, havíamos acabado de adquirir o sítio e, assim, sugeri ao Nicola Santarsiere, um dos organizadores, a possibilidade de que os peregrinos passassem no local para que tivessem a acolhida de um chá, água, café e algum petisco para continuar o caminho de cerca de 19 km até o Morro de Santiago, no bairro rural da Serrinha.
Então, em 26 de julho de 2006, recebi os caminhantes e a presença honrosa do então bispo diocesano Dom José Maria Pinheiro, que participava da caminhada e abençoou os locais por onde parou, especialmente o sítio, seu padroeiro, São João, cuja imagem tínhamos adquirido recentemente, e os caminhos.
Sendo eu uma apreciadora de chás, resolvi testar uma mistura de sabores que foi e é sucesso. São Tiago é o protetor das árvores frutíferas e dos peregrinos do mundo todo – assim, incluí neste chá, batizado com o nome do santo, as tradições indianas do uso das especiarias, dos brasileiros, ao fazer o xarope como no quentão, e dos franceses, pela adição de frutas, gerando um chá saboroso, com o leve sabor cítrico da laranja e do maracujá.
O sabor é muito agradável, aquece corpo e alma, e tem a vantagem de poder ser mantido em garrafas na geladeira, onde dura por semanas, esquentando a quantia desejada ou até para beber gelado.
CHÁ DE FRUTAS DE SÃO TIAGO DE BRAGANÇA

Para o xarope (deve ser feito de véspera):
1 xícara e meia (chá) de açúcar
5 cravos da índia
1 pau de canela
3 cm de raiz de gengibre em fatias finas
Deixe caramelar num caldeirão até ficar uma calda dourada.
Depois junte:
1 maracujá lavado, com casca, aberto
1 laranja comum com casca, partida em quatro pedaços
1 maçãs com casca partida em pedaços
2 a 3 fatias de abacaxi com casca, bem lavado
1 goiaba (pode colocar morangos também)
Dê uma boa mexida e, quando começar a ferver, junte 1 litro e meio de água e deixe cozinhando tampado até as frutas amolecerem (cerca de 1 hora). Deixe descansar por uma noite.
Faça à parte outro xarope com:
1 xícara (chá) de açúcar
Alguns cravos da índia
1 pau de canela
Deixe o açúcar caramelar. Junte 500 ml de água e, quando ela ferver, desligue o fogo e adicione:
3 sachês de chá mate ou 3 colheres (sobremesa) de erva mate (quantia a gosto)
2 colheres (sopa) de erva doce
Deixe abafar por 5 minutos.
Coe o chá mate e junte-o ao xarope com as frutas, mexa bem e aqueça-os. Coe para retirar as frutas cozidas (pode guardar e saborear, são deliciosas) e volte todo o chá ao fogo para aquecer mais um pouco.
Coloque nas garrafas térmicas.
Este chá pode ser conservado alguns dias em geladeira e aquecido quando for consumido.
Até nosso próximo encontro!

Maria Inês de Oliveira Chiarion Zecchini é professora de Educação Infantil nesta cidade e autora do livro “Redescobrindo – receitas da cozinha bragantina”. Faz parte da Associação dos Escritores de Bragança Paulista (Ases), foi membro fundadora da Academia Bragantina de Letras (ABL) de 2005 a 2008, e colunista do jornal Cidade de Bragança de 2005 até 2011.
Para sugestões, críticas e temas para as próximas colunas, escreva para: miocz@yahoo.com.br.
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