Mais um Dia das Mães se aproxima. No ano passado, quando esta data chegava, vivíamos o início da pandemia de um vírus desconhecido que viria a ceifar muitas vidas, provocar uma grave crise mundial e causar uma turbulência poucas vezes vista até então.
Mais de um ano se passou e pouca coisa mudou – a principal delas foi uma vacina que nos encheu de otimismo e esperança em dias melhores. E amanhã, o segundo domingo do mês de maio, vem para manter os bons sentimentos acesos e valorizar a pessoa que nos deu a vida e nos ensinou a vivê-la.
É verdade que ainda não nos sentimos seguros para abraçá-las, muitos ainda passarão a data distantes fisicamente, comemorarão o dia pelas chamadas de vídeo que se tornaram tão comuns neste período; outros terão a oportunidade de dizer o quanto as amam pessoalmente e o quanto esse amor tem sido fundamental para enfrentar as adversidades.
É preciso lembrarmo-nos, no entanto, dos filhos que perderam suas mães e das mães que perderam seus filhos para a Covid-19. Eles não têm o que comemorar neste domingo. Para eles, a pandemia não cresce em números, mas em dor, em saudade, em ausência dos seus, em nó na garganta.
Por isso, este será mais um Dia das Mães atípico. Um dia de reflexão, de empatia, de olhar para dentro. De valorizar a vida e os que amamos – enquanto os temos – e de emanar boas energias, esperançosos, sempre e mais, em um amanhã melhor. De pensarmos como sermos melhores filhos, melhores pais, melhores mães e, sobretudo, melhores seres humanos.
Com elas, aprendemos a falar – às vezes, nem tanto a ouvir –, demos os primeiros passos, adquirimos valores, virtudes, formação... Elas passaram noites em claro, por vezes se desapontaram, celebraram e continuam celebrando nossas conquistas, nos deram o puro e incondicional amor que só as mães sabem oferecer. Deram colo, conselho, abraço quente – umas palmadas também –, foram firmes, sem nunca perder a doçura. Elas nos entenderam e nos entendem como ninguém, superam nossas ingratidões e sempre têm algo de bom a dizer – o que, em dias como os de hoje, é ainda mais fundamental.
Muitas já foram vacinadas e, por isso, a comemoração será ainda maior! Outras aguardam ansiosamente o momento de serem imunizadas. Em comum, elas têm o desejo de vida longa e saúde para ver seus pupilos florescerem e colocarem em prática tudo aquilo que lhes transmitiram.
O dia também é marcante para aquelas que se tornaram mamães recentemente ou estão à espera de seu bebê. Para elas, o cenário é desafiador, inspira cuidados, traz medo, mas como sempre ouvimos da nossa mãe: mãe dá conta de tudo. Elas têm amor e atenção de sobra para proteger vidas tão pequeninas, mas cheias de luz em um momento que clama por renovação.
Por isso, nesta edição do Jornal Em Dia, você vai conhecer “super-mulheres” que enfrentam a maternidade em meio a um período turbulento, mas cheio de aprendizados. Elas se desdobram para preservar a sua vida e a de seus bebês, atravessam uma de suas fases mais mágicas distantes de pessoas queridas, adotam medidas rígidas de higiene – tudo porque amam outro ser mais do que a si próprias – novamente, uma qualidade que só as mães têm.
Nosso objetivo é homenagear aquelas que, por vezes, são a principal a estrutura de uma família. São ricas, sempre, em amor e sabedoria, e enfrentam o mundo por seus filhos. Para nossas mães, não tem desafio; tem sempre solução. Tem jeito pra tudo, tem bolo de cenoura com cobertura de chocolate, afago e abraço. Tem festa sempre – mesmo que a distância.
Portanto, amanhã, em todos os domingos (e em todos os outros dias da semana!), lembremo-nos daquela que nunca se esquece. E que, cada filho, à sua forma, possa encontrar formas de homenageá-la, presenteá-la, reconhecer tudo aquilo que ela representa e, mais do que nunca, celebrar a vida, a saúde e a união.
Que este Dia das Mães seja repleto de beleza, amor, cuidado e fé em uma vida plena e sem medo!
Feliz Dia das Mães!
0 Comentários