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Cultura

Cdaph promove Colóquio com participação de Izilda Toledo e Oswaldo de Camargo

O Centro de Documentação e Apoio à Pesquisa em História da Educação da Universidade São Francisco apresenta o 36º Colóquio Cidade e Educação Patrimonial: por entre Histórias e Memórias, nesta sexta, 19

Nesta sexta, 19, às 17h, o Centro de Documentação e Apoio à Pesquisa em História da Educação (Cdaph) da Universidade São Francisco promove, de forma on-line, o 36º Colóquio Cidade e Educação Patrimonial: por entre Histórias e Memórias. A transmissão acontece pelo canal do YouTube da USF no link:  https://www.youtube.com/user/mktusf

Os Colóquios são uma iniciativa do Cdaph, campus Bragança Paulista, entidade vinculada ao Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Educação da USF. O primeiro Colóquio ocorreu no ano de 2010.  

O tema deste encontro, em alusão ao Dia da Consciência Negra, celebrado no sábado, 20, é “Uma intervenção negra: entre a memória e a paisagem”.  

Esta abordagem diz respeito à agência do sujeito negro que se reconhece e se constitui a partir das dinâmicas de dominação e rebeldia manifestas na esfera pública, aqui representada pela paisagem. Esta, por sua vez, materializa-se na experiência da professora Izilda Toledo e dos escritores Oswaldo de Camargo e Abílio Ferreira. A mediação será feita pelo frade franciscano Alvaci Mendes da Luz. 

SOBRE OS CONVIDADOS

Izilda Aparecida de Toledo é pedagoga, ativista, especialista em Educação Étnico-racial, palestrante, docente do Ensino Superior. É também membro da Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra no Brasil da 16ª Subseção OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), de Bragança Paulista. Representa o Movimento de Mulheres Negras do Interior, bem como é Promotora Legal Popular estadual e nacional. Compôs o Conselho Gestor da Fundação Casa  e da Rádio Comunitária O Caminho FM 105,9, ambos entre os anos de 2014 e 2018.  É fundadora e foi coordenadora-geral da Associação Recreativa e Cultural Afro-Brasileira (Arcab), entre os anos de 1988 e 2015,  Trabalhou na implantação do Cursinho Pré-vestibular para negros e estudantes de baixa renda com o apoio e parceria da Diretoria Regional de Ensino e da Escola Estadual Ministro Alcindo Bueno de Assis (Eemaba), entre os anos de 2001 e 2008. Atualmente está cursando sua segunda graduação, em Filosofia.

Oswaldo de Camargo nasceu em Bragança Paulista-SP, 1936, filho de Martinha da Conceição Camargo e Cantiliano de Camargo, ambos trabalhadores da lavoura de café. É escritor, poeta, ficcionista, crítico e historiador da literatura. Até os seis anos, viveu no campo, daí saindo com a morte da mãe. Demonstrou desde cedo interesse pela música e pelo estudo, fato que, aliado à inclinação religiosa, levou-o ao Seminário Menor Nossa Senhora da Paz, em São José do Rio Preto, onde obteve formação humanística. Aos 16 anos compôs o livro de poemas Vozes da Montanha, até hoje inédito. Em seguida, transfere-se para a capital, a fim de dar continuidade à sua formação, bem como ingressar no mercado de trabalho. Colabora no suplemento literário do Correio Paulistano, dirigido por Péricles Eugênio da Silva Ramos. Em 1959, passa a atuar como revisor de O Estado de São Paulo. Estreia na literatura neste mesmo ano, com os poemas de Um homem tenta ser anjo. Ao longo de sua vida produziu diversas outras obras literárias, de reconhecida fama nacional, sobre a temática da negritude no Brasil.

Abílio Ferreira integrou de 1984 a 1990, o grupo Quilombhoje Literatura, tendo também participado de sete dos 43 volumes da antologia Cadernos Negros, editada pelo grupo desde 1983. É autor de Fogo do olhar (1989), Antes do carnaval (1995), coautor de Origens da presença negra em Guarulhos (2013) e coautor e organizador de Tebas: um negro arquiteto na São Paulo escravocrata (2018). Especialista em Cidades, Planejamento Urbano e Participação Popular pela Unifesp, e mestrando no Programa de Pós-Graduação Humanidades, Direitos e Outras Legitimidades da FFLCH/USP, coordena o Instituto Tebas de Educação e Cultura, bem como o Movimento pela Preservação e Valorização do Sítio Arqueológico Cemitério dos Aflitos, no bairro paulistano da Liberdade.

Alvaci Mendes da Luz é frade franciscano da Província da Imaculada Conceição do Brasil.  Possui graduação em Filosofia (2005) e Teologia (2009). Em 2010 passou a morar em São Paulo, no Convento e Santuário de São Francisco onde, desde 2017, começou a desenvolver pesquisas sobre a presença franciscana na capital Paulista. Em 2020 entrou no Programa de Pós-Graduação em História Social da PUC/SP com pesquisa sobre uma Irmandade negra da capital (Irmandade de São Benedito) que administrou por mais de oitenta anos a Igreja do Convento São Francisco. Desde 2019, trabalha na Universidade São Francisco (USF) junto ao Núcleo de Pastoral Universitária. Colabora com a equipe do Patrimônio Histórico de Itu nas obras de restauro do Cruzeiro Franciscano e faz parte do Grupo de Pesquisa “Estudos da Paisagem” da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

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