A artista gaúcha Translúcida Bruta apresenta a performance “Procedimentos para evocar a leveza”; em seguida, a casa recebe o show da paulista Lara Aufranc
Neste sábado, 28, a Casa Lebre vai receber a apresentação de duas artistas mulheres, encerrando as atividades do “Maio Cultural” e visando às ações do mês de junho.
A casa será palco da performance da artista gaúcha Translúcida Bruta (Carolina Sudati), que divide residência entre Piracaia e São Paulo. Ela se interessa pelo corpo e suas limitações, pesquisa como as experiências corpóreas alteradas por dispositivos vestíveis imprimem novas percepções da vida. Carol desenvolve aparelhos – vestíveis, roupas-objetos, próteses – que são criados como extensões do corpo e que limitam os impulsos físicos, o que permite novas possibilidades do mover e da reconstrução.
Às 20h, a artista mostra sua performance “Procedimentos para evocar a leveza”, que começa na rua e vai adentrando o espaço da Lebre até desembocar na galeria. Trata-se de uma dança que acompanha o seu protocolo de invenção do corpo e da liberação de memórias afetivas paralisan-tes. É a evocação do caminho até a leveza interna, considerando-a possível em qualquer situação.
A performance inaugura a exposição que leva o mesmo nome e deixa na galeria uma instalação interativa. Os visitantes são convidados a experimentar os dispositivos vestíveis de metal e a viven-ciar o seu próprio ritual.
A programação inclui um bate-papo com a artista no último sábado de junho, dia 25, às 16h30. As exposições de arte contemporânea são a marca da Lebre, ativa na cidade desde 2017. Pelo espaço expositivo, que tem o apelido de (não) galeria – afinal, galerias tendem a inibir a circulação do público – já passaram 26 exposições, a maioria de artistas bragantinos ou residentes da cidade.
Logo depois da perfor-mance, tem DOM Musical, com a paulista Lara Aufranc, parceira dos bragantinos Tatá Aeroplano e Pedro Rui Von. Com uma sonoridade entre o indie e o garage rock, Lara passeia sem pudor pelo rock psicodélico com harmonias inusitadas e vocais virtuosos. Suas referências reúnem Fiona Apple, Lou Reed, Mutantes e Metá Metá.
Seus dois últimos discos, “Viver Sem Dó” (2020) e “Eu Você Um Nó” (2019) têm direção artística de Romulo Fróes – também diretor de “A Mulher do Fim do Mundo”, de Elza Soares, e “Besta Fera”, de Jards Macalé.
Lara se apresentou em SESCs dos estados de São Paulo e Minas Gerais; participou dos festivais Picnik (DF), O Levante (MG) e Pinheiros (SP), além de ter passado por casas de show como Centro Cultural São Paulo, Mundo Pensante e o programa Na Voz Delas – Canal BIS.

A cantora Lara Aufranc leva rock garage e indie ao DOM Musical (Foto: Guta Galli)
Na Casa Lebre, traz seu parceiro Pedro Rui Von para a primeira apresentação na cidade com sua voz que foge dos timbres usuais da música brasileira.
O primeiro DOM Musical aconteceu em 2017 e, desde então, já foram realizadas 35 edições com a apresentação de mais 60 artistas dos mais variados estilos mu-sicais, contemplando prin-cipalmente músicos da região, mas também com convidados de outros estados e até de outros países. As atrações funcionam no sistema “pague quanto quiser”, com valores sugeridos de R$ 10, R$ 20 ou R$ 50.
A visitação à Casa Lebre é gratuita para todas as idades e ocorre aos sábados e domingos, das 10h às 18h. Durante a semana, é preciso realizar agendamento.
Neste sábado, a Cozinha Lebre também estará aberta das 12h à 0h, servindo bebidas e comidinhas.
A Casa Lebre fica na Rua Nicola Ortenzi, 104, no Bairro São José. Para a-companhar a programação completa, acesse: instagram.com/casalebre/ e youtube.com/CASALEBRE. Mais informações: (11) 9 9687-9113 (WhatsApp).
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