Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe não atinge meta em Bragança

Terminou, na sexta-feira, 10, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, que em Bragança Paulista não atingiu a meta. Dados parciais de quinta-feira, 9, dão conta de que 19.090 pessoas, 71,20% da população que deveria ser vacinada, compareceram às unidade de saúde.

Desse total, 13.433 (70,23%) são idosos, 2.071 são crianças (65,96%), 2.459 são funcionários da saúde (90,50%), 899 são gestantes (57,26%) e 228 são mulheres no período de até 45 dias após o parto (88,37%).

O Jornal Em Dia conversou com a chefe da Dive (Divisão de Vigilância Epidemiológica), Márcia La Sálvia, na tarde de segunda-feira, 13. Ela contou que a Secretaria Municipal de Saúde vai estender a campanha até a próxima sexta-feira, 17, já que a meta não foi cumprida.

Márcia também comentou que esta é uma fase mais difícil, pois quem tinha consciência da importância da vacinação já procurou os postos de saúde. Agora, conforme ela explicou, começa a fase de busca ativa, em que os funcionários da Saúde vão de casa em casa, verificando se alguém ainda quer tomar a vacina.

Márcia esclareceu que a vacina é gratuita, mas não é obrigatória. Assim, ninguém é obrigado a tomar. O que os funcionários da Saúde fazem é conscientizar as pessoas sobre a importância da vacinação e, assim, tentar con-vencê-las.

Muitas pessoas também costumam falar que a vacina provoca gripe, mas, segundo Márcia, isso é mito. O que pode acontecer é que o vírus já esteja incubado e se manifeste, coincidentemente, depois que a pessoa se vacinou, ou que a pessoa pegue o vírus logo após tomar a vacina, que demora de 15 a 20 dias para provocar a produção de quantidade suficiente de anticorpos, que vão proteger a pessoa.

Pessoas com 60 anos ou mais, crianças de seis meses a dois anos, gestantes, mulheres no período até 45 dias após o parto, trabalhadores da saúde, povos indígenas, portadores de doenças crônicas e detentos, que porventura ainda não se imunizaram, ainda podem procurar os postos de saúde porque ainda há vacinas disponíveis. Vale lembrar que no caso de doenças crônicas, os pacientes devem apresentar prescrição médica.

CASO DE H1N1

A chefe da Dive também comentou que foi registrado em Bragança Paulista um caso positivo de infecção grave de H1N1. Na sexta-feira, 10, o paciente estava saindo da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e Márcia acredita que o caso evoluiu para melhora.

Ela explicou que nem todos os casos de H1N1 se agravam e que, por outro lado, outros tipos de gripe também podem se agravar. De acordo com Márcia, apenas os casos graves são comunicados pelos hospitais e então monitorados e diagnosticados, a fim de se constatar o tipo de gripe.

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