Fotos: DCI/Câmara
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Política

Câmara julga cassação de mandato do vereador Eduardo Simões na segunda-feira 

A Câmara Municipal de Bragança Paulista marcou, para a próxima segunda-feira, 25, às 13h, a sessão julgamento que irá analisar a cassação do mandato do vereador Eduardo Simões, acusado de importunação sexual por duas mulheres.

Na última quarta, 20, a Comissão de Ética e Decoro Parlamentar decidiu, em sua quinta reunião, pedir a cassação do edil por quebra do decoro parlamentar, por três votos a dois.

Votaram pela cassação de Eduardo o relator Tião do Fórum e as vereadoras Fabiana Alessandri e Rita Leme. O vereador Miguel Lopes apresentou o voto separadamente, pedindo a suspensão do mandato do vereador por 60 dias, e foi acompanhado pelo colega Ismael Brasilino.

Com a aprovação do relatório, a presidente da Câmara, Gislene Cristiane Bueno (Gi Borboleta), convocou a realização de sessão para julgamento. O Plenário decidirá, por maioria qualificada, sobre a cassação do mandato.

A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar é formada por Fabiana Alessandri (presidente), Rita Leme (vice), Tião do Fórum (relator), Miguel Lopes e Ismael Brasilino.

A sessão de julgamento poderá ser acompanhada presencialmente, na Câmara Municipal, que fica na Praça Hafiz Abi Chedid, 125, no Jardim América), ou pela internet, no site: www.camarabp.sp.gov.br, no YouTube (www.youtube.com/camarabraganca) e no Facebook (www.facebook.com/camarabragancapaulista).

O OUTRO LADO

A defesa de Eduardo Simões, apresentada em 33 páginas pelos advogados Marcus Valle e Juliana Villaça Furukawa, argumentou que há várias contradições nas versões apresentadas pelas denunciantes.

Em contato com a reportagem do Jornal Em Dia, a defesa alegou, ainda, que o vereador Eduardo tem um histórico de cidadão honrado, que as denúncias são improcedentes e que o pedido de cassação é injusto e desproporcional. “Na hipótese de uma punição para o fato, jamais deveria ser aplicada a pena de cassação, que é a pena capital, mais grave de todas, o que feriria o princípio da proporcionalidade e justiça”, afirmou.

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